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Falta de alfaias prejudica campanha agrícola

Venâncio Victor | Malanje

A Empresa Nacional de Mecanização Agrícola (Mecanagro) debate-se com a falta de novas alfaias, facto que pode comprometer a campanha agrícola 2014-2015 na província de Malanje.

A maior parte das terras aráveis da região estão a ser preparadas de forma manual
Fotografia: Estanislau Costa | Cacula

A preocupação foi manifestada, na cidade de Malanje, pelo director regional Nordeste da Mecanagro, Francisco Gamboa, à margem do seminário de capacitação sobre as boas práticas de tesouraria e gestão moderna. Francisco Gamboa afirmou que, neste momento, as alfaias e charruas utilizadas nas campanhas anteriores na província estão danificadas, tendo referido que caso não sejam adquiridos novos meios a instituição vai ter grandes dificuldades para corresponder às necessidades e exigências do plano de actividades referente à época agrícola 2014-2015.
“Do número de tractores que temos, as alfaias são as que mais sofreram desgaste, em função do volume de trabalho efectuado nas campanhas anteriores, tendo em conta a extensão do território da província de Malanje”, sublinhou Francisco Gamboa.
Outro problema da Empresa Nacional de Mecanização Agrícola em Malanje, de acordo  com o director da instituição, tem a ver com o número irrisório de máquinas.
Francisco Gamboa referiu que a província de Malanje conta apenas com dez tractores ligeiros, estando a necessitar no mínimo de 25 novos tractores, com maior capacidade, por forma a imprimir celeridade nos trabalhos de mecanização de terras aráveis nas comunidades.
A existência de áreas não desmatadas tem impossibilitado aos tractores ligeiros desbravarem os campos de cultivo em alguns municípios, sobretudo os de difícil acesso, realçou. Durante a campanha agrícola 2013-2014, foram lavrados 859 hectares de terras nos municípios de Malanje, Caculama, Cacuso, Calandula e Cunda-dia-Base.
O director regional da Mecanagro disse que a campanha passada foi satisfatória, porque os trabalhos de mecanização tiveram início muito cedo.

Parceria espanhola

Na abertura do evento, o director do gabinete de comunicação e imagem da Mecanagro, João Joaquim, revelou que um novo processo de  reestruturação do sector empresarial público está a ser preparado pelos órgãos competentes, o que vai obrigar o seu pelouro a uma redefinição de trabalhadores, assim como a diminuição da força de trabalho na ordem de 40 por cento. João Joaquim anunciou igualmente a criação de uma parceria com uma empresa espanhola, que vai trabalhar na reestruturação das brigadas de engenharia rural, no quadro do Fórum Económico entre os dois países.
João Joaquim disse ainda que a formação vai permitir dotar os participantes de ferramentas que vão possibilitar dar respostas aos objectivos da empresa, que passam pela preparação de terras mecanizadas, abertura de estradas terciárias, o­bras de engenharia entre outras actividades sociais e económicas.
Durante a acção formativa sobre as boas práticas de tesouraria e gestão contabilística, que conta com a presença de gestores das províncias de Malanje, Uíge e Cuanza Norte, são abordados temas ligados à análise e revisão das práticas de tesouraria e processamento de folhas de salários.

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