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Falta de creches em Malange preocupa mães trabalhadoras

Lísa Victoriano| Malange

A falta de instituições para acolher crianças com idades compreendidas entre os quatro meses e os três anos está a preocupar as mães trabalhadoras e não só, na província de Malange. 

Conceição António Magalhães
Fotografia: Eduardo Cunha

A falta de instituições para acolher crianças com idades compreendidas entre os quatro meses e os três anos está a preocupar as mães trabalhadoras e não só, na província de Malange. O facto foi revelado ontem, ao Jornal de Angola, durante uma reportagem efectuada a vários pontos da cidade.
Maria Adelaide Victoriano, trabalhadora da Direcção Provincial de Investigação e Inspecção das Actividades Económicas, disse que a ausência de creches na província é um problema que cria muitos transtornos no seio de muitas famílias e no domínio profissional.
Revelou ainda que, para a realização da sua actividade laboral, é obrigada a contratar alguém para cuidar do seu bebé, mesmo não prestando serviço de qualidade.
Maria Adelaide Victoriano explicou que na ausência da empregada vê-se obrigada a abandonar o bebé com uma das vizinhas ou percorrer longas distâncias para deixar o filho em casa da avó. Por isso, apelou ao governo da província de Malange no sentido de criar áreas específicas para cuidar e proteger as crianças. O apelo da jovem mãe é extensivo igualmente aos empresários locais e não só, de maneira a investirem na construção de creches em benefício das crianças. “Com a criação de creches, para além de desenvolver a província, vai se facilitar a vida de muitas mães trabalhadoras, pois assim trabalham sem nenhum constrangimento”, disse. Conceição António Magalhães, também funcionária da Direcção Provincial de Investigação e Inspecção das Actividades Económica, em Malange, disse que as mães trabalhadoras atravessam sérios problemas no desenvolvimento da sua actividade profissional. Para inverter o actual quadro, defendeu a necessidade da implantação de creches para melhor protecção e educação dos petizes.
Maria Helena Camueje, outra funcionária pública interpelada pelo nosso jornal, revelou que é obrigada a levantar-se às cinco horas da manhã para prepararem-se (ela e a bebé), para poder cumprir com o horário de chegada ao seu local de serviço. Durante a ronda feita pela equipa de reportagem do Jornal de Angola aos diferentes pontos da cidade de Malange, constatamos que as duas creches que existiam na região já se encontram encerradas há algum tempo. Como consequência, muitas mães são obrigadas a levar os seus filhos ao local de trabalho.

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