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Famílias à volta da barragem transferidas para outras áreas

Venâncio Victor| Malanje

Um total   de 480 pessoas que residem actualmente no perímetro da Hidroeléctrica de Laúca, em Malanje, começam a ser reassentadas a partir de 9 Março,  em zonas mais seguras dos municípios de  Mussende  e Cacuso, devido a possíveis  riscos de vida por inundações de casas, pela corrente da água da albufeira.

De acordo com o responsável da Área Social da Odebrecht, Esteves Mbela, que prestou a informação durante a visita do governador Norberto dos Santos “Kwata Kanawa à barragem de  Laúca, neste momento está na fase final a construção de 115 casas do tipo T3, para reassentar famílias de seis aldeias no município de Mussende e  outras 28 casas,  para os pescadores da comunidade de Jangada, em Cacuso.
As obras, iniciadas em Dezembro do ano passado e com termo previsto para o mês de Março, contemplam igualmente a construção de infra-estruturas sociais, como escolas, postos médicos e mercados.
Acrescentou que se trata de um processo árduo e complexo que mexeu com a sensibilidade das pessoas, por incluir a remoção ou transferência de cemitérios, onde foram enterrados ente-queridos  das pessoas a serem reassentadas.
 No âmbito da sua responsabilidade social, a Odebrecht permitiu a criação de micro-empresas comunitárias (MEC),  para a geração de emprego e renda familiar,  com a construção de padarias, escolas e moagens, bem como pequenos sistemas de água potável. O Governador provincial de Malanje constatou o andamento das obras de 28 casas do tipo T3, construídas para o realojamento dos pescadores pertencentes à  comunidade de Jangada, localizadas no espaço adjacente à barragem de Laúca. Aldeia de Jangada é uma espécie de casebres de casas de pau-a-pique, com mais de 160 habitantes.
Norberto dos Santos deixou mensagem de encorajamento e de esperança, tendo enaltecido a direcção do Projecto Laúca, por proporcionar melhores condições de realojamento das populações daquela área, considerada de alto risco, devido ao impacto da albufeira. 
O governante disse que os pescadores de Jangada, apesar de praticarem a pesca continental, têm produzido muito peixe. Em  média são produzidas duas toneladas de peixe, num período de quinze dias. Defendeu ainda a necessidade de se encontrarem agentes para aquisição da produção dos pescadores da referida  comunidade. 
Norberto dos Santos “Kwata Kanawa” garantiu,  igualmente,  a inserção dos pescadores de Jangada no projecto de Aquicultura Familiar em curso, por parte do Governo Provincial de Malanje, bem como incentivou os cerca de 160 habitantes a apostarem na produção agrícola.
O governador de Malanje enalteceu os esforços e o empenho de todos que contribuíram para o êxito do projecto de reassentamento de muitas famílias que viviam em condições precárias.
O responsável da comunidade de Jangada, Oliveira Ndala, manifestou satisfação pela qualidade das casas postas à disposição da população, acrescentando que se trata de um facto inédito, um autêntico sonho realizado.

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