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Famílias camponesas beneficiam de apoio agrícola

Marcelino Wambo | Catchiungo

Mais de 150 mil famílias camponesas das províncias do Huambo, Bié e Malanje vão beneficiar nos próximos dias de ferramentas agrícolas, no quadro do programa do Executivo que visa o fomento da agricultura familiar, em parceria com a ONG Mosap, para aumentar as áreas de cultivo.

Camponeses têm recebido vários apoios do Governo visando o aumento da produção no âmbito do programa de combate à fome
Fotografia: Santos Pedro|Edições Novembro

A garantia foi dada na semana finda na vila do Catchiungo, província do Huambo, pelo director-geral do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, durante o lançamento da segunda fase do projecto, cujo objectivo é garantir a assistência a pequenos produtores das três províncias. 
No final do lançamento do projecto, David Tuga esclareceu aos jornalistas que o projecto está orçado em 95 milhões de dólares, financiado pelo Banco Mundial, e tem por objectivo prosseguir com os esforços do Executivo e parceiros na luta contra a pobreza e garantir a segurança alimentar das populações.
Na província do Huambo, a segunda fase do projecto prevê beneficiar mais de 80.000 famílias, durante cinco anos, contra as 50.000 da primeira fase.
A primeira fase do projecto foi lançada em 2012 e consistiu em capacitar, desenvolver investimentos no sector agrícola, monitorar, avaliar e apoiar os produtores na componente técnica, principalmente na irrigação de pequenas parcelas, e a comercialização dos produtos.
O projecto é da iniciativa do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e permite aos agricultores das áreas escolhidas melhorar a produção, a produtividade e a competitividade nas grandes cadeias de comercialização de produtos agrícolas.
David Tunga disse que a agricultura familiar orientada para o mercado é um projecto do Governo e vai ser implementado nas comunas dos municípios do Mungo, Bailundo, Londuimbali, Catchiungo, Tchicala-Tcholohanga Caála, Ekunha, Longonjo e Huambo, no sentido de garantir o fomento de pequenos negócios e melhorar as condições de vida dos cidadãos residentes principalmente no meio rural.
David Tunga reconheceu que em todos os municípios que beneficiaram do projecto na primeira fase são visíveis os resultados, traduzidos na melhoria das condições de vida dos beneficiários, além de ter permitido a criação de mais associações de camponeses. 
“Com este exercício, o Executivo pretende assegurar o desenvolvimento da agricultura sustentável das famílias camponesas e eliminar de forma gradual a pobreza e a fome nas comunidades, aumentando os rendimentos das culturas de mandioca, milho, feijão, batata-doce e rena, assim como de hortícolas”, concluiu David Tunga.             
  Nas zonas referidas, o projecto permitiu também a criação de condições para os camponeses poderem fazer o seu trabalho com o devido rigor, com o apoio de técnicos no manuseamento de terras e das novas tecnologias inerentes à produção agrícola. David Tunga frisou que o projecto persegue também outros objectivos, como incentivar os produtores a aumentar a criação de aves, bem como o fomento do cultivo da massambala, massango e outros cereais considerados como base para a sua alimentação.
Joaquim Kamuacha, oriundo do município do Ekunha, enalteceu os esforços do Governo, afirmando que a implementação da primeira fase do projecto Mosap melhorou as condições de vida e por via disso muitas famílias deixaram de ser pobres e conseguiram fomentar os  pequenos negócios.

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