Províncias

Famílias sensibilizadas sobre os riscos

Adriano Sapalo | Malanje

As comunidades circunvizinhas da central hidroeléctica de Laúca, na província de Malanje, estão a ser sensibilizadas, desde ontem, para estarem atentas aos riscos que podem advir do processo de enchimento da albufeira, que ocorre no dia 11 deste mês.

Com a albufeira cheia o nível de água vai atingir zonas e aldeias do perímetro da barragem
Fotografia: NILO MARTINS-CUANZA NORTE|EDIÇÕES NOVEMBRO

Para isso, a direcção do aproveitamento hidroeléctrico de Laúca realizou um seminário de recolha de contribuições relacionadas com os possíveis riscos que podem ocorrer durante o processo e o plano de mitigação do impacto da mesma sobre as comunidades à volta da barragem.
Além da população que vive nas redondezas do projecto, a acção formativa foi dirigida aos responsáveis das administrações municipais de Cacuso, Libolo e Cambambe e aos quadros da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) e do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros.
Durante o encontro, foram abordadas questões ligadas à responsabilidade social do projecto, aspectos ligados ao impacto do meio ambiente e segurança no trabalho.
A responsável para a área social do projecto Laúca, Maria Tchikanha, disse que o objectivo principal da formação é dar a conhecer às autoridades locais as implicações que podem advir do enchimento da albufera e prevenir situações adversas.
A responsável explicou que, com o enchimento da albufeira, o nível de água vai atingir zonas e aldeias situadas no perímetro da barragem, susceptível a riscos para as comunidades. Em função deste facto, frisou a necessidade de auscultar-se as preocupações da população local, para serem traçados planos que podem servir de benefício às comunidades.
Maria Tchikanha disse que, neste momento, estão a ser realizadas campanhas de sensibilização nas comunidades, com destaque para a formação de jovens locais, que, por sua vez, vão trabalhar no acompanhamento das comunidades durante o enchimento da albufeira.

Resgate de animais

O engenheiro ambiental Vicente José referiu a necessidade da criação de uma equipa para trabalhar no resgate das espécies animais, que podem ser afectadas pela inundação do rio, e garantir posteriormente a sua inserção em zonas mais seguras.
O engenheiro exortou a população para evitar o consumo da água do rio, uma vez que o produto vai perder as suas características durante o enchimento da albufera.
No âmbito destas acções de prevenção, mais de 400 famílias residentes à volta da barragem de Laúca estão a ser transferidas para zonas mais seguras dos municípios de Mussende e Cacuso.
Para o realojamento das comunidades, foram construídas 143 casas para famílias das aldeias circunvizinhas.

Tempo

Multimédia