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Filhos e amigos da região do Songo analisam as suas origens culturais

Francisco Curihingana| Malange

Os naturais e amigos da região Songo realizaram na passada sexta-feira, o primeiro colóquio sobre "origem, cultura e as potencialidades sócio-económicas da região".

Colóquio em Malange abordou aspectos culturais e sócio-económicos da região do Songo
Fotografia: Eduardo Cunha

Os naturais e amigos da região Songo realizaram na passada sexta-feira, o primeiro colóquio sobre "origem, cultura e as potencialidades sócio-económicas da região". Na cerimónia de abertura, o governador Boaventura Cardoso saudou os organizadores, dizendo que “a realização do colóquio traduz a vitalidade e o dinamismo da Associação dos Naturais e Amigos da Região Songo”.
Boaventura Cardoso ao felicitar a direcção da associação, aproveitou para encorajar os seus integrantes a prosseguirem com acções que visem o conhecimento, estudo e divulgação da cultura e história do grupo etnolinguístico Basongo.
Boaventura Cardoso que se identificou como “homem de cultura”, disse que, decorridos oito anos desde o estabelecimento da paz em Angola, “é tempo de olharmos para nós mesmos, promovendo os nossos valores culturais que conformam a Identidade Nacional”.
O governador de Malange e homem de cultura disse que “na abordagem de matérias do foro de ciências humanas e sociais, o nossos investigadores devem privilegiar o rigor teórico, metodológico e analítico”.
Ao considerar a unidade dos angolanos de Cabinda ao Cunene, como “um só povo uma só Nação”, Boaventura Cardoso sustentou que Angola tem “uma identidade que se expressa no nosso modo particular de ser e de estar no Mundo. Essa nossa expressão com a qual todos nos identificamos e somos reconhecidos, não é senão a nossa angolanidade”, afirmou.
Ao reconhecer que a identidade nacional e a cultura angolana é multidimensional, o governador de Malange deixou bem claro que a diversidade de práticas culturais e de línguas com uma multiplicidade de variantes dialectais que coexistem por todo o território nacional, “somos um só povo e uma só nação”.
O padre Inácio Gonçalves, pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus, considerou que a realização do colóquio representa a abertura de portas para o conhecimento de tudo aquilo que o homem é e de acordo com a sua verdadeira identidade cultural.

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