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Fim do drama de uma longa procura

Sérgio V. Dias| Malange

O fim do drama e de uma longa procura é como pode caracterizar-se o encontro entre os irmãos paternos José e Rui Manassas, que há muito tentavam localizar-se.

O fim do drama e de uma longa procura é como pode caracterizar-se o encontro entre os irmãos paternos José e Rui Manassas, que há muito tentavam localizar-se.
 O encontro entre os dois deu-se na sequência de uma reportagem publicada pelo “Jornal de Angola”, a 19 de Março, Dia do Pai, assinada por Sérgio V. Dias. Na ocasião, a reportagem citava, para além do caso de José Avelino Manassas, o de Josina Cândida Malacriz, jovem natural do Lubango, residente actualmente em Malange, que também procurava os parentes paternos, oriundos do Alentejo, região do Sul de Portugal.
José Avelino Manassas, que perdeu o pai em 1997, procurava os seus irmãos que residem há algum tempo em Luanda. Filho de Avelino Manassas e de Domingas Alfredo Daniel, o jovem, nascido a 20 de Outubro de 1985, em Malange, dissera, durante o primeiro contacto mantido com o nosso jornal, que há muito procurava pelos seus ente queridos. “Graças à entrevista concedida ao Jornal de Angola e a uma iniciativa do director deste órgão, aqui em Malange, hoje, felizmente, estou perto de conhecer os meus irmãos paternos que residem em Luanda, depois de ser interpelado por um deles por telefone”, diz José Manassas, sem conseguir conter as lágrimas. O interlocutor do “JA” refere que o seu irmão Rui Manassas teve a iniciativa de se dirigir à Direcção das Edições Novembro – EP, proprietária deste jornal, e de lá recebeu informações de que a partir do autor da reportagem poderia localizá-lo. Ao fazê-lo, conta José Manassas, o seu irmão paterno interpelou, por telefone, o director do JA em Malange e este, oportunamente, pela mesma via, pô-los em contacto. “Depois de tudo isto, como não podia deixar de ser, vou poder, finalmente, conhecer os meus irmãos paternos”, afirmou, com franca satisfação.
Manassas recordou, a terminar, que da conversa mantida por telefone, na manhã do dia 27 de Março, este lhe confirmara que o seu pai antes de morrer tinha deixado uma carta onde fazia alusão à sua existência, assim como à da sua outra irmã, com quem vive em Malange. “Foi muito gratificante este contacto e, na ocasião, quer eu, quer o meu irmão, não conseguimos conter as lágrimas. Enfim, estou muito feliz por saber que vou localizar os meus irmãos paternos”, disse, a rematar.

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