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Fúria das ravinas ameaça vontade de reconstrução

Francisco Curihingana|

Massango chamou-se no período colonial Forte República. É um dos 14 municípios da província de Malanje e encontra-se localizado a cerca de 252 quilómetros a Norte da sede da província da Palanca Negra Gigante.

        
 
Massango chamou-se no período colonial Forte República. É um dos 14 municípios da província de Malanje e encontra-se localizado a cerca de 252 quilómetros a Norte da sede da província da Palanca Negra Gigante.
Massango faz fronteira a Norte com a República Democrática do Congo, a Sul com o município de Kalandula, a Leste com os de Marimba e Cahombo e a Oeste com os de Cangola, Sanza Pombo e Milunga, na província do Uíge.
A palavra “reconstrução” faz parte do dicionário das autoridades administrativas locais. A sua sede municipal viu-se destruída completamente durante o conflito militar, restando daquela que já foi uma das belas vilas de Malanje grandes ruínas. Ainda assim, a força de vontade dos homens quer falar mais alto. Daí o engajamento na reconstrução e substituição das infra-estruturas destruídas pela guerra.
Neste momento, estão em construção a sede da administração municipal já em fase de conclusão,  além de um novo palácio. 
Dada a beleza arquitectónica do então palácio do administrador, as autoridades locais decidiram fazer as actuais obras na base do mesmo que, segundo garantias do administrador Daniel Ferraz, podem terminar ainda este ano.
De obras não é tudo. O administrador municipal Daniel Ferraz anunciou a construção de cinco novos postos de saúde nas localidades de Lusitano, Kimbungo Thunda, Guvo e Makongo. Estão igualmente em construção escolas com seis salas de aulas cada nas comunas de Kihuhu e Kinguengue, assim como na própria sede do município.
 
Problema tira sono às autoridades locais
 
O problema que sempre tirou sono às autoridades administrativas do Massango chama-se “ravinas”. “A continuarem assim, já não sabemos o que vamos fazer com a situação”, lamentou Daniel Ferraz, que apesar da progressão nas diferentes direcções da vila, aponta algumas soluções, à luz do Programa de Investimentos Públicos (PIP).
A estrada está a conhecer obras de restauro. O troço Kalandula-Kuale está a beneficiar de um tapete asfáltico, o que já vai enchendo de alegria os seus utentes.
Para uma viagem que antes se fazia em cinco ou seis horas, as coisas ficaram cada vez mais simplificadas, pois hoje já se pode fazer em pouco menos de duas.
Os homens ligados à manutenção das estradas não param. Neste momento, uma equipa está a trabalhar da sede do município para a comuna do Kinguengue, onde já decorrem trabalhos de desmatamento para permitir o alargamento da estrada. A actual estrada vai até à fronteira com a República Democrática do Congo.
 
Comércio deficiente
 
O comércio, em Massango, ainda é deficiente. As condições da estrada não permitem aos homens de negócio realizar a sua actividade com normalidade. O administrador Daniel Ferraz lamentou as condições, mas augura dias melhores, tendo em conta as obras em curso na via.
 
Sector do turismo
 
Massango não é só rico em ginguba e café, produtos tradicionais que dão notoriedade ao município. Falar de turismo em Massango, implica realçar as quedas dos rios Kuilu, Loma, Mukulugi, Luhemba e Luquinje, todas localizadas na sede municipal.
Na comuna do Kihuhu, encontram-se as Quedas de São Francisco, localizadas no rio Kuango. Investimentos são necessários para atrair turistas ao município e permitir o seu desenvolvimento nos mais variados domínios.

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