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Futebol sobressaiu no tempo da outra senhora

Sérgio V. Dias|

“Não se faz omeletes sem ovos”. Este velho adágio serve para apontar a premente necessidade que há de se investir no desporto malanjino, particularmente no futebol, que se assume como modalidade-rainha.

Equipas malanjinas apresentaram-se com muitos furos abaixo na prova de acess ao escalão maior do futebol nacional e em consequência disso vão tentar nova subida em 2012
Fotografia: Genivaldo Fonseca

“Não se faz omeletes sem ovos”. Este velho adágio serve para apontar a premente necessidade que há de se investir no desporto malanjino, particularmente no futebol, que se assume como modalidade-rainha.
Da época em que desfilavam equipas como Sporting, Benfica, Ferroviário e Maxinde até aos dias de hoje, muitos foram os talentos que despontaram no futebol a partir da terra da Palanca Negra.
Antes da Independência Nacional esses quatro clubes marcavam a diferença no futebol malangino, como nos conta Boaventura Dias, também conhecido por “Tuia”, que envergou a camisola do Sporting e dos Macotas, que surgiu depois da “Dipanda”.
Para além do “seu” Sporting, “Tuia” lembra que quer este, como o Benfica, Ferroviário, e Maxinde “tinham campos próprios e jogavam de igual para igual com qualquer das equipas que evoluiam em Angola antes da conquista da Independência Nacional”.
Cabo-verdiano de gema, mas hoje convertido angolano e malanjino por excelência, fruto dos longos anos de vivência nessas paragens, Boaventura Dias “Tuia” lembrou que logo a seguir ao 11 de Novembro de 1975 surgiram outras equipas de futebol.
Dínamos e Makotas, onde, como se referiu atrás, evoluiu também o interlocutor do nosso jornal, foram dois dos clubes que desfilaram nesse carrossel malanjino.
O Jornal de Angola apurou, ainda, que para além de “Tuia”, outros nomes sonantes marcaram o futebol malanjino no tempo da “outra senhora”, casos de Tubias e Lucas, ambos já falecidos e que vestiram a camisola do Macotas e do Ferroviário. Diamantino, jogador apelidado de “Bwanza”, assim como Luís Augusto Monteiro, actual director da Indústria de Malanje, Aduino Garson, hoje funcionário da TAAG, e Amlet Campos, técnico das camadas jovens do Petro de Luanda, são outras referências.
“Foi uma época em que surgiram grandes talentos na verdade. Não havia na época jogadores profisionais, mas, em contrapartida, esta geração ombreava com a nata de futebolistas que desfilava pelos vários pontos do país”, disse Boaventura Dias “Tuia”.

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