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Governador da província de Malange empossou o novo chefe da habitação

Francisco Curihingana e Venâncio Victor | Malaje

O governador provincial Boaventura Cardoso, empossou, ontem, em Malange, novos responsáveis nomeados para a administração provincial.

Tomaram posse directores de escolas do ensino primário e chefes de secção de distintas direcções provinciais
Fotografia: Genivaldo Fonseca|Malange

O governador provincial Boaventura Cardoso, empossou, ontem, em Malange, novos responsáveis nomeados para a administração provincial.
Tomaram posse o chefe do departamento provincial do Instituto Nacional de Habitação, João Paulo Fernandes Moreira, directores de escolas do ensino primário do município de Malange e chefes de secção de distintas direcções provinciais.
O governador pediu aos novos responsáveis que desempenhem com zelo as suas obrigações para o bem da população e sublinhou que o chefe do departamento provincial do Instituto Nacional de Habitação, já sabe o que vai fazer enquanto responsável de um sector com enormes responsabilidades na actual fase do país, em que o factor habitação é uma das prioridades do Executivo angolano.

Recordar Soweto

O município de Cangandala, 28 quilómetros a Sul da cidade de Malange, acolhe hoje o acto central provincial do dia internacional da criança. Em declarações ao Jornal de Angola, o director provincial de Malange do Instituto Nacional da Criança (INAC), considerou o dia 1 de Junho uma data de análise e reflexão em torno dos vários problemas que afligem esta faixa da população angolana.
O 1 de Junho, lembrou, é uma homenagem a um grupo de crianças vítimas do massacre praticado pelo regime do apartheid em 1976 na região de Soweto. As comemorações decorrem sob o lema “Promover os Direitos das Crianças é Construir Angola”.
O acto provincial das comemorações do dia internacional da criança é marcado com o discurso do governador de Malange, do administrador municipal de Cangandala, Joaquim António Marta, e do responsável da UNICEF na região. Uma mensagem a favor da protecção da criança vai ser lida na cerimónia.
O Instituto Nacional da Criança de Malange, segundo Moisés Muhongo, precisa de melhorar as suas infra-estruturas. O INAC “não dispõe de estabelecimento apropriado”, disse o director provincial, acrescentando que as instalações onde funciona o Instituto são de propriedade privada.
As antigas estruturas, de acordo Moisés Muhongo, estão em obras de reabilitação e só podem ser retomadas com um parecer do Governo Provincial na qualidade de dono da obra. A província de Malange tem sete centros de acolhimento de crianças carenciadas.


Falta de vacina anti-rábica
 
 O departamento provincial de Malange do Programa Alargado de Vacinação (PAV), está desprovido desde a semana passada de vacinas contra a raiva específicas para os seres humanos, facto que está a preocupar as autoridades sanitárias, face as dificuldades criadas a população.
Em declarações ao Jornal de Angola  o chefe do Departamento Provincial de Malange de Saúde Publica e Controlo de Endemias, Manuel Adelino do Nascimento, afirmou que a falta de vacinas é uma situação que se arrasta há duas semanas. Mas acrescentou que esforços estão a ser desenvolvidos pelo ministério de tutela para se evitar que se elevem os índices de mortalidade por raiva. “O Programa Local Alargado de Vacinação está há duas semanas sem uma única dose da vacina anti-rábica para seres humanos”, afirmou Manuel Adelino.
O responsável referiu que a situação é critica na medida em que aumentam os casos de mordeduras e mortes por raiva na província. “Estamos há duas semanas sem vacinas anti-rábicas, situação que está a preocupar as autoridades face ao aumento nos últimos tempos em Malange de casos de mordedura e morte por raiva”, disse o chefe do Departamento de saúde Pública.
Manuel Adelino apontou o municípios de Malange, Calandula, Cacuso e Cangandala como as áreas que mais casos de raiva apresentam e referiu que alguns casos provêem da província do Kwanza-Norte. No primeiro trimestre deste ano, segundo Manuel Adelino, foram registados 406 casos de raiva que causaram sete óbitos. Entre Abril e Maio de 2010 foram registadas 352 mordeduras e três mortes por raiva.

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