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Governador enaltece conquistas da independência

Francisco Curihingana | Malanje

O governador da província de Malange, Boaventura Cardoso, disse nesta cidade que os 35 anos da independência de Angola representam enormes ganhos para o país.

Boaventura Cardoso constatou os avanços das obras de reabilitação da ponte que vai ligar a província que dirige às outras a sul do país
Fotografia: Genivaldo Fonseca

O governador da província de Malange, Boaventura Cardoso, disse nesta cidade que os 35 anos da independência de Angola representam enormes ganhos para o país. “Depois de um longo período de guerra, hoje os angolanos desfrutam de uma paz total e estamos no caminho do progresso, cada vez mais esperançados de que as marcas da guerra que ainda existem naturalmente em vários pontos do país possam desaparecer totalmente”, disse.
 O governante apontou a inauguração, no quadro dos festejos da data da independência nacional, da ponte sobre o rio Kwanza, bem assim como da linha-férrea Luanda-Malange, como um grande ganho que vai impulsionar o desenvolvimento desta região do país. “Estes empreendimentos importantes vão desenvolver mais ainda esta nossa província, particularmente a cidade de Malange, e transformá-la em placa giratória para esta região”, referiu Boaventura Cardoso.
Já o deputado da Assembleia Nacional pelo círculo eleitoral de Malange, Monteiro Pinto Kapunga, considerou que os angolanos devem festejar a data de forma diferente, por representar o símbolo de tenacidade e bravura de muitos patriotas angolanos que se entregaram à luta e tornaram possível a libertação do país do jugo colonial.
“Hoje, decorridos 35 anos, temos de saber reconhecer o sacrifício e heroísmo de muitos nacionalistas, muitos deles anónimos e cuja entrega foi determinante para que a liberdade fosse hoje um facto”, disse.
Apesar de longos anos de guerra, o parlamentar destacou os esforços do Executivo que, em apenas oito anos de paz, vem dando provas de grande empenho na recuperação das infra-estruturas sociais e económicas destruídas durante o longo conflito militar.
“Um pouco por todo o país, encontramos homens, máquinas e outros equipamentos que estão a ajudar o país a se reerguer dos escombros, sinal de que se Angola conhecesse a liberdade absoluta desde a altura da proclamação da nossa independência, estaríamos hoje num paraíso”, realçou.
Disse, por outro lado, que “graças à independência nacional eliminou-se uma boa percentagem do analfabetismo, o Governo construiu escolas, está a expandir o Ensino Superior por todo o país, assistimos ainda ao alargamento de postos de saúde por várias localidades do território nacional, enfim, isso representa o interesse do Executivo na resolução dos problemas do povo”.

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