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Governo chama técnicos de arquitectura

Francisco Curihingana | Malange *

O Governo de Malange está aberto aos estudantes de arquitectura do 4º ano da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto que queiram trabalhar na província, a fim de contribuir para o desenvolvimento arquitectónico da região.

Um pormenor da cidade de Malange que reuniu estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto que se disponibilizaram em trabalhar na província
Fotografia: Jornal de Angola

O apelo foi lançado pelo governador, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, durante um encontro com os estudantes, que realizaram um trabalho científico de fim de semestre da cadeira de Geografia Urbana em Malange. Kwata Kanawa sublinhou haver toda a necessidade de os estudantes efectuarem trabalhos de fundo de pesquisa da situação arquitectónica, social e económica da província de malange, para contribuírem para o seu crescimento. “Gostava de ver alguns de vocês a virem trabalhar aqui em Malange e aplicarem na prática aquilo que estão a estudar hoje”, disse, para depois destacar a importância do estudo da arquitectura, numa altura em que são notórias, nos últimos tempos, várias opções em outras áreas do saber, considerando pertinente a contribuição destes na planificação, projecção e construção de cidades. Consubstanciados na investigação sobre as formas de surgimento e desenvolvimento das cidades, os trabalhos de pesquisa dos estudantes incidiram no estudo do centro urbano, bairros periféricos, assim como na zona industrial de Malange, para perceberem as razões económicas, financeiras e arquitectónicas das referidas construções. O professor da cadeira de Geografia Urbana, Francisco Miguel, que liderou a delegação dos futuros arquitectos, referiu que, com a recolha de informações, os estudantes vão estar habilitados a responder aos desafios de planificação da construção de uma cidade ou região urbana. Especificou, ainda, ser necessário conhecer-se o passado das actuais cidades para que seja possível projectar as futuras. Os estudantes mostraram a sua disponibilidade em trabalhar em qualquer espaço do territorio nacional, como sublinhou João Sambo, integrante da delegação. Na sua opinião, o país em geral, e Malange em particular, já registam um crescimento notável que precisa do empenho e acompanhamento de arquitectos de outros especialistas. Analícia da Silva, outra estudante, considerou “positiva” a digressão por Malange, por permitir constatar o actual estado de desenvolvimento da província e, sobretudo, o esforço de construção e reconstrução de infra-estruturas. “Angola não é só Luanda e nós não estamos a formar-nos para uma região específica, mas para ajudar a desenvolver todo o território nacional de que Malange faz parte”, sublinhou Analícia da Silva, quando lhe foi perguntado se estava preparada para trabalhar no interior. Os estudantes concluem em 2014 o curso de cinco anos de licenciatura em arquitectura. *Com a Angop

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