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Habitantes de Malange bebem água imprópria

VENÂNCIO VICTOR | Malange

Habitantes dos bairros Caissoco e Dungo, em Malange, estão a consumir água imprópria para consumo, retirada directamente do rio Lombe, a cerca de cinco quilómetros das referidas localidades.

População consome água retirada do rio
Fotografia: Jornal de Angola

O soba de Caissoco, Francisco da Conceição, disse que esta situação é resultante da falta de água potável, o que faz com que as populações percorram grandes distâncias em busca do produto no rio, por ser a única fonte, quer para beberem, quer para outras actividades domésticas.
A situação está a preocupar, em grande medida, as autoridades tradicionais, visto que o consumo de água imprópria está a provocar uma série de enfermidades, com destaque para doenças diarreicas, respiratórias e da pele.
Outra preocupação da população do bairro Caissoco tem a ver com a falta de uma escola, numa altura em que dezenas de crianças se encontram fora do sistema de ensino.
O soba referiu-se igualmente à falta de uma unidade de saúde.
A aldeia de Caissoco fica a cerca de 25 quilómetros da sede provincial de Malange e possui uma população calculada em mais de 500 habitantes, na sua maioria camponeses.
Um mercado com capacidade para 85 vendedores foi inaugurado no sábado, na localidade da Passagem, município de Malange, pela administradora Rosa André Lourenço, que admitiu ser uma obra de grande valor, construída com recursos do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza.
O soba de Passagem, Joaquim Ambrósio, louvou os esforços da administração de Malange pela edificação do mercado, salientando que o empreendimento vai retirar as vendedoras das ruas e das bermas da estrada.
A autoridade tradicional aconselhou os vendedores a cuidarem bem do espaço comercial, que apresenta boas condições de higiene, para se evitarem doenças.
O mercado vai acolher vendedores de sete bairros, com destaque para os da Dor, Lombe, Dungo e Cahunge.

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