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Hospital Geral de Malange precisa de sangue

Francisco Curihingana | Malange

O Hospital Geral de Malange debate-se, actualmente, com falta de sangue. O director-geral daquela instituição sanitária, Armando Dala, especificou que no último trimestre do ano passado houve um aumento de casos de malária, fundamentalmente em crianças, resultando em anemia aguda e severa, o que provocou maior procura de sangue no período em referência.

Governador provincial visitou a unidade sanitária para se inteirar dos principais problemas que afectam a qualidade da assistência médica
Fotografia: Genivaldo Fonseca|Malange

O Hospital Geral de Malange debate-se, actualmente, com falta de sangue. O director-geral daquela instituição sanitária, Armando Dala, especificou que no último trimestre do ano passado houve um aumento de casos de malária, fundamentalmente em crianças, resultando em anemia aguda e severa, o que provocou maior procura de sangue no período em referência. Armando Dala falava aos jornalistas no final de uma visita realizada pelo governador Norberto dos Santos àquele hospital e à Maternidade provincial.
Norberto dos Santos foi informado dos problemas que o hospital atravessa e das fissuras existentes no edifício e prometeu voltar em breve para se inteirar melhor do seu funcionamento.Sobre a questão do sangue, Armando Dala adiantou que, dos 14 mil litros que o hospital tinha em stock, restam apenas cinco mil, quantidade considerada irrisória, dada a procura actual.
Por isso, afirmou ser indispensável sensibilizar as pessoas para a necessidade de doarem sangue, já que o mesmo não se produz em laboratórios. “Se as pessoas aderirem voluntária e conscientemente ao programa de doação de sangue, vamos ter este problema resolvido”, assegurou.  O Hospital Geral de Malange dispõe neste momento de um aparelho de última geração, Termografia Axial Computarizada (TAC), que possibilita a radiografia e o diagnóstico por imagem, considerado um avanço muito grande para a avaliação médica dos pacientes.
“Estamos em condições de esclarecer muitas situações que há um tempo não podíamos, como traumatismos complexos da base do crânio e da coluna vertebral”, disse o director-geral do hospital.
A tecnologia em causa existe em Malange desde 2008, mas, por imperativos administrativos, começou a funcionar apenas em 2010.
Oito técnicos angolanos garantem a operacionalidade da TAC, auxiliados por quatro técnicos cubanos, um dos quais é médico especializado em imagiologia, e que coordena e dirige toda a pesquisa que se faz.
 Muitos doentes idos de outras províncias do país, nomeadamente Luanda, Lundas e Moxico procuram aqueles serviços, “muitas vezes porque é oneroso naquelas paragens, outras vezes porque o acesso é difícil”, esclareceu. A média de exames por dia varia em 13 a 20, a custo zero.
O Hospital Geral de Malange debate-se com um problema de recursos humanos. De acordo com o seu director-geral, existem muitas vagas por preencher, o que condiciona uma qualidade eficiente na prestação de serviços ao público. A assistência médica é garantida por 600 pessoas, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio. No hospital trabalham 66 médicos estrangeiros e quatro angolanos.

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