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Hospital Municipal fica pronto em Junho

Venâncio Victor | Malanje

Os trabalhos de edificação do Hospital Municipal de Calandula, que vai dispor de uma capacidade para 80 camas, ficam concluídos no próximo mês de Junho, garantiu, na cidade de Malanje, o director de obras da empresa executora.

As obras decorrem em ritmo acelerado para serem cumpridos os prazos do contrato
Fotografia: João Gomes

Julião Manzanares, que falava no termo de um encontro com o governador provincial de Malanje, Norberto dos Santos, salientou que o hospital municipal, cujas obras iniciaram em finais do ano passado, compreende duas fases da sua execução, podendo dispor de novos serviços.
Quando a unidade entrar em funcionamento, os pacientes vão beneficiar de serviços de hematologia, Raio x, laboratório, sala de internamento, banco de sangue, medicina, cirurgia, consultas externas, bloco operatório, morgue, lavandaria e refeitório.
Embora as obras ainda não tenham terminado, uma parte do hospital, isto é, uma enfermaria com capacidade para 27 camas, já foi colocada à disposição da população, tendo em conta a necessidade premente de se retirarem os doentes internados na antiga unidade sanitária, que se encontra em estado avançado de degradação e em risco de desabamento.
O director de obras disse que a enfermaria conta com nove camas para homens e 11 femininas, além de outras sete para crianças. A par desta enfermaria, o projecto contempla igualmente a construção de uma outra, que vai possuir cerca de 50 camas, avançou Julião Manzanares. A directora provincial da Saúde de Malanje, Lazina Vera Cruz, disse que a nova unidade sanitária vai dar outro impulso ao programa de melhoria da assistência médica e medicamentosa à população.
O actual Hospital Municipal de Calandula conta com oito médicos de diversas especialidades e 12 técnicos de enfermagem, que funcionam em quatro turnos, como salientou a directora da instituição sanitária, Domingas Filomena.
Em termos de medicamentos, Domingas Filomena disse que a unidade enfrenta uma rotura de alguns antibióticos em xarope, embora existam garantias de uma empresa para resolver este problema na próxima semana. Neste momento, a antiga unidade hospitalar está a debater-se com carência de água e falta de energia eléctrica, um problema que as autoridades provinciais de Malanje garantem resolver em breve.
O Jornal de Angola constatou que, embora as obras estejam avançadas regista-se uma paralisação dos trabalhos de construção do hospital, uma vez que a empreiteira ainda não formalizou o novo contrato, que tem a ver com a ampliação do estabelecimento clínico.
 A paragem dos trabalhos, segundo a empreiteira, não compromete o cumprimento dos prazos acordados com o governo de Malanje.
Esta fase, que se encontra paralisada, contempla a edificação de um bloco operatório, serviços de apoio hospitalar e uma enfermaria, inseridos no Programa de Investimentos Públicos (PIP) do Governo da província de Malanje.

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