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Igreja Católica recupera equipamentos sociais em Malange

Adelino Ngunza e Francisco Curihingana | Malange

O bispo católico da diocese de Malange, dom Luís Maria Peres de Honraita, disse na quinta-feira, naquela cidade, que a sua congregação está a proceder à recuperação de infra-estruturas sociais destruídas durante o conflito armado.

Directora local do Ministério da Família
Fotografia: Genivaldo Fonseca

O bispo católico da diocese de Malange, dom Luís Maria Peres de Honraita, disse na quinta-feira, naquela cidade, que a sua congregação está a proceder à recuperação de infra-estruturas sociais destruídas durante o conflito armado.
Dom Luís Maria disse ao Jornal de Angola que já foram recuperadas oito igrejas, 20 escolas, residência para as irmãs e alguns postos sanitários no meio rural.
Segundo o bispo católico, foram recuperadas, na totalidade, as igrejas do Lombe, a 20 quilómetros a Oeste da cidade de Malange, e as estruturas da igreja do município de Caculama, 65 quilómetros a Leste da sede provincial. Foram ainda restauradas as igrejas nos municípios de Quiwaba-Nzoge, Quela, Calandula, Cota e Cacuso, enquanto as do Cateco-Cangola, a 115 quilómetros da sede municipal de Calandula, Cahombo, Massango e a do Xamuteba estão em obras.
O bispo católico referiu que, para além da recuperação dos edifícios missionários a nível da província, têm sido igualmente reconstruídas as residências dos padres e das irmãs, postos médicos, escolas e internatos.
 
Sensibilizar as comunidades

As participantes ao Fórum Provincial da Mulher Rural, que decorreu na quinta-feira no Instituto Médio Agrário de Malange, expressaram a sua preocupação pelos casamentos precoces nas zonas rurais da província.
De acordo com o comunicado saído do encontro, as participantes recomendaram a necessidade de maior sensibilização nas comunidades rurais relativamente aos casamentos precoces que envolvem meninas dos 12 aos 15 anos, o que tem influenciado a sua desistência dos estudos.
Outra recomendação saída do fórum relaciona-se com a necessidade de incentivar as mulheres em idade fértil para irem às consultas de pré-natal, para o seu bem estar social e físico, ao mesmo tempo que recomendaram às direcções provinciais da Família e Promoção da Mulher e da Saúde que promovam, nas comunidades rurais, palestras sobre a saúde reprodutiva e planeamento familiar.Outro aspecto que mereceu acesos debates relaciona-se com os terrenos comunitários.
Sobre o assunto, as participantes concluíram a necessidade da criação de mecanismos para que “haja respeito pelos terrenos das comunidades, negociando com as autoridades tradicionais, à luz da Lei de Terras”. “Que a direcção da Família e Promoção da Mulher trabalhe junto das administrações municipais, para analisar o caso das reclamações de terras que foram retiradas aos camponeses, e encontrar soluções harmoniosas”, lê-se no comunicado.Por outro lado, as participantes recomendaram a necessidade de prolongar o período de reembolso do microcrédito às associações e cooperativas, por considerarem demasiado curto o praticado actualmente.

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