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Internet em Malange: Falta de centros prejudica os estudantes

Sérgio Dias & Venâncio Victor

O número reduzido de centros públicos de Internet na província de Malange está a criar dificuldades à população estudantil, que se vê de mãos atadas para fazer trabalhos académicos que exigem investigação. A nossa reportagem apurou que dos “Cyber” existentes na cidade apenas um funciona, o “Ciber Café Issenguel”, que serve a maioria dos estudantes da capital provincial.

O número reduzido de centros públicos de Internet na província de Malange está a criar dificuldades à população estudantil, que se vê de mãos atadas para fazer trabalhos académicos que exigem investigação. A nossa reportagem apurou que dos “Cyber” existentes na cidade apenas um funciona, o “Ciber Café Issenguel”, que serve a maioria dos estudantes da capital provincial.
Pedro Inácio, 22 anos, apelou às autoridades governamentais para investirem mais no domínio das telecomunicações. Adilsom João, aluno da 12ª classe do Instituto Médio Normal de Educação (IMNE), e Deise Graciete, aluna do Colégio Nossa Senhora de Fátima, também pedem mais centros públicos com Internet. Adilson João sublinhou a necessidade do Governo Provincial apostar na criação de centros de Internet públicos.
Deise Graciete, de 14 anos, disse que os centros de Internet ajudam a suprir a escassez de bibliotecas em Malange. A aluna do Colégio Nossa Senhora de Fátima considerou que a biblioteca do Parque Infantil Pioneiro Zeca “ainda não corresponde às grandes exigências da província”.

“Issenguel” é a alternativa

O “Ciber Café Issenguel” tem sido a alternativa para a grande procura que se faz sentir em Malange no que diz respeito aos serviços da Internet. Localizado na Rua da Polícia, no Bairro da Canâmbua, o centro “é uma gota de água no oceano”, como afirma Domingas Diogo, finalista do curso pré-universitário.
Adilson João, aluno da 12ª classe do Instituto Médio Normal de Educação, acrescenta, a esse respeito, que o “Ciber Issenguel” tem capacidade insuficiente para atender à grande procura dos jovens que precisam da Internet para estudar: “o executivo provincial deve apostar na criação de mais espaços de pesquisa na Internet” para facilitar a vida dos cibernautas e dos jovens estudantes da província.

Falta de informação

O director do Centro de Formação e Tecnologias de Informação “ Prolanche”, Marcos Pereira, disse que “o que falta em Malange é uma política adequada na divulgação e venda do serviço de Internet da Angola Telecom e das outras operadoras ou empresas do ramo das telecomunicações”.
Marcos Pereira acrescentou que “apesar de grande parte dos jovens não ter ainda a cultura do uso da Internet é necessário apostar nessa área para satisfazer as necessidades dos que precisam desses serviços. A Angola Telecom deve fazer campanhas para informar as pessoas singulares e colectivas de como podem adquirir os seus serviços de Internet”, disse.
Marco Pereira considerou que poucas pessoas aderem à Internet pelos avultados custos do equipamento informático e outros encargos. Anunciou, para breve, a abertura de um novo centro devidamente equipado para atender as necessidades que se fazem sentir em termos de Internet na província de Malange.

Centros fechados

Malange conta nesse momento com seis centros que prestam serviço de Internet, mas apenas um funciona, o “Ciber Café Issenguel”, localizado na Rua da Polícia, no Bairro da Canâmbua. Apesar de funcionar em pleno, não corresponde às exigências do mercado malangino, porque a procura é muito maior que a oferta. Por isso, a vida dos cibernautas na região está cada vez mais complicada.
Malange tem os centros de investigação do Mayombe, Global Service e Camuteck, mas têm as sua portas encerradas há muito tempo.

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