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Isabel Castro Henriques fala em Malange sobre estratégias africanas em Cassange

Luisa Victoriano e Francisco Curihingana |Malange

O Governo Provincial de Malange promoveu, ontem, no Instituto Médio Agrário do Quéssua, cerca de 11 quilómetros da sede provincial, uma palestra sobre “Estratégias africanas na região de Cassange, comércio, inovação empresarial e urbanismo dos séculos XVII-XIX”.
 

A professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Isabel Castro Henriques
Fotografia: Eduardo da Cunha|malange

O Governo Provincial de Malange promoveu, ontem, no Instituto Médio Agrário do Quéssua, cerca de 11 quilómetros da sede provincial, uma palestra sobre “Estratégias africanas na região de Cassange, comércio, inovação empresarial e urbanismo dos séculos XVII-XIX”.
 A palestra foi organizada no quadro das celebrações do Dia de África. Na palestra, a professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Isabel Castro Henriques, disse que as estratégias africanas na região de Baixa de Cassanje, no século XIX, permitiram às unidades políticas africanas atingir os seus objectivos políticos, económicos e sociais.  Segundo a palestrante, o comércio realizado na localidade da Baixa de Cassange e o cultivo de algodão e de outros produtos, foram uma alavanca de modernização da sociedade.
Isabel Castro Henriques referiu a necessidade que o reino de Cassange teve de dar continuidade ao cultivo do algodão de maneira a desenvolver a localidade e preservar os valores culturais e a identidade angolana.
Estiveram presentes na palestra, membros do Governo da Província de Malange, autoridades tradicionais e estudantes universitários.

Hospital para Calandula
 
O município de Calandula, cerca de 85 quilómetros a nordeste da sede provincial de Malange, debate-se com falta de um hospital condigno para prestar assistência médica e medicamentosa às populações locais.  De acordo com o administrador municipal, Manuel Campos, outro problema no município é a falta de médicos e enfermeiros para responder às necessidades locais.
“Não temos médicos no município. Temos poucos enfermeiros. Temos centros de saúde que já estão concluídos, mas não temos recursos humanos para arrancar”, disse o administrador, Manuel Campos.
O município, que tem significativa visibilidade, quer no contexto nacional, quer no internacional, devido às suas potencialidades turísticas, vive, por outro lado, dificuldades no domínio de energia eléctrica e água. Porém, esta situação tem os dias contados, porque, como disse o administrador, “o Governo da província vai reabilitar a mini-hidrica do rio Lucala para resolver de forma definitiva o problema”.  Na óptica do administrador, o abastecimento de energia eléctrica à sede municipal de Kalandula, a partir da mini-hídrica do Lucala, “vai potenciar o desenvolvimento económico da região”. O administrador Manuel Campos, nomeado há pouco menos de mês e meio para dirigir os destinos do município de Calandula, manifestou a sua preocupação com a falta de quadros no município.
Ao referir-se ao assunto, o administrador municipal lançou um apelo aos quadros interessados em trabalhar no município, para que o façam sem hesitação, pois apesar de reconhecer as dificuldades no local, “o próprio homem pode criar as condições”. Dirigindo-se aos professores, enfermeiros e outros profissionais do saber, disse: “temos uma rica terra para desenvolver e estamos abertos a cooperar com os profissionais que vierem para aqui trabalhar”.
Manuel Campos defendeu a aplicação do subsídio de fixação, porque “as dificuldades com que se debate um profissional, por exemplo, na comuna do Cuale, não são as mesmas de quem trabalha na cidade”. Manuel Campos visitou já as comunas do Cateco Cangola, Cota, Quinge e Cuale. As infra-estruturas da comuna-sede vão merecer a radiografia do administrador, em breve. O responsável vai ainda promover encontros com os regedores, sociedade civil e representantes de partidos políticos.

 

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