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Jovens abordam disciplina de empreendedorismo

Venâncio Victor | Malanje e Maximiano Filipe | Benguela

Munícipes de Malanje, filiados em associações juvenis, concluíram sexta-feira uma acção de formação sobre empreendedorismo, promovido pela Direcção Provincial da Juventude e Desportos.

Vice-governador Gabriel Pontes
Fotografia: Eduardo Cunha | Malanje

Durante o evento, com a duração de cinco dias, os participantes, num total de 120, abordaram aspectos relacionados com as características pessoais para quem pretende abrir uma empresa, o empreendedor e o empresário, o que é uma empresa, actividades internas da empresa, planos de negócio e etapas para o seu desenvolvimento.
O vice-governador da província de Malanje para o sector técnico e infra-estruturas, Gabriel Pontes, referiu que o curso surge como respostas às preocupações dos jovens apresentadas no Fórum Nacional da Juventude, em que se destaca a problemática do emprego. Em função do Fórum, o Executivo elaborou o Plano Nacional da Juventude (PNJ), com vista a traçar estratégias em busca de soluções dos principais problemas e inquietações dos jovens.
A formação sobre empreendedorismo foi ministrada para a materialização do PNJ ao nível da província de Malanje, tendo sido direccionado a jovens associados e ligados ao projecto do Balcão Único do Empreendedor (BUE) na região.
A formação vai permitir potenciar os jovens de novas ferramentas para a criação de pequenos negócios e constituição das suas empresas. Os participantes devem preocupar-se com uma gestão eficiente dos negócios, para garantir o reembolso do crédito a ser cedido e permitir a sustentabilidade dos projectos concebidos, recorrendo à aplicação dos conhecimentos adquiridos durante a formação.
O director provincial da Juventude e Desportos de Malanje, Caetano Tintas, anunciou a expansão das acções de formação sobre o empreendedorismo nos municípios.
Os recém-formados devem assumir maior responsabilidade para o êxito dos vários projectos ligados à juventude, com destaque para o Centro Operacional de Negócio e a Quitanda. Os jovens empreendedores de Malanje devem também multiplicar e reembolsar os seus negócios para a continuidade dos projectos e apoiar outros jovens com iniciativas neste sentido. 
O empreendedorismo é uma das melhores formas para combater à pobreza.

Disciplina de empreende

Técnicos do sector da Educação, na província de Benguela, estão em melhores condições para abordar na escola e a nível das  famílias assuntos relacionados com o  empreendedorismo, após terem frequentado uma acção de formação.
Inserida no plano de crescimento económico a partir das escolas, para a satisfação dos docentes e suas respectivas famílias, a acção formativa teve a participação de 85 técnicos e foi promovida pela Direcção Provincial da Educação, Ciência e Tecnologia de Benguela.
Durante o encontro, enquadrado igualmente no plano geral de formação dos quadros no ramo do empreendedorismo, foram abordados assuntos sobre os fundamentos da introdução da cadeira no ensino secundário, análise e discussão dos normativos sobre a disciplina e foi feita uma análise e discussão dos materiais curriculares.

Matéria de debate

A socialização dos procedimentos  metodológicos de ensino do empreendedorismo e métodos de avaliação da aprendizagem da disciplina constituíram igualmente matérias de debate durante a acção de formação.
 Foram igualmente analisadas as razões da inserção da disciplina de empreendedorismo no ensino secundário e as responsabilidades dos gestores das escolas e dos docentes na cadeira.
O chefe do departamento provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Joaquim Pinheiro, afirmou durante a cerimónia de encerramento da acção formativa que a disciplina de empreendedorismo foi introduzida no currículo do ensino secundário, na perspectiva de desenvolver nos jovens competências empreendedoras para a vida.
O sector da Educação na provínciapretende contribuir para o desenvolvimento de competências empreendedoras nos jovens, úteis para a promoção do auto emprego e garantir habilidades diversificadas para as futuras carreiras profissionais por eles escolhidas.
Joaquim Pinheiro disse que a acção de formação serviu para estudar os documentos orientadores da disciplina.

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