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Lombe quer voltar aos tempos áureos

Adelino Ngunza| Malange

O aumento da produção agrícola, a construção de mais escolas nas aldeias, postos médicos, água canalizada e iluminação pública constam das prioridades identificadas pela administração comunal do Lombe.

Um pormenor da comuna do Lombe que vive falta de postos médicos e escolas
Fotografia: Eduardo Cunha

O aumento da produção agrícola, a construção de mais escolas nas aldeias, postos médicos, água canalizada e iluminação pública constam das prioridades identificadas pela administração comunal do Lombe.
Catarina Diogo José, administradora comunal, considerou imperioso solucionar de imediato alguns problemas que afligem as populações das aldeias mais distantes da sede e afirmou que tudo passa pela atribuição de verbas do Fundo de Gestão Municipal.
A responsável comunal assegurou ao “Jornal de Angola” que as aldeias de Cabolo, Sualala, Quiximenha, Kabolobolo e Kuando são as que se debatem com maiores problemas.  Afirmou ainda que nas aldeias os camponeses vivem situações precárias: “há carência de tudo porque as vias de acesso estão intransitáveis”, disse Catarina José.
Catarina Diogo José sublinhou ainda que a população se dedica, fundamentalmente, à agricultura, sector que tem 52 associações de camponeses e 3.470 sócios dos quais, 2.400 do sexo feminino.
A administradora do Lombe disse que os agricultores se confrontam com inúmeras dificuldades para escoamento dos seus produtos.
Catarina Diogo José frisou também que há na região 52 agricultores privados, que se dedicam à criação de gado bovino, caprino e aves. Uma brigada privada de mecanização agrícola faz a preparação das terras. Nesse momento, acrescentou Catarina José, os camponeses estão empenhados no cultivo de hortícolas e na preparação de terras para o início da próxima campanha agrícola, prevista para Setembro próximo.

Saúde e educação

A comuna do Lombe tem quatro postos médicos, com 14 enfermeiros. Esse número, disse a administradora, “é irrisório se tivermos em conta que a região tem mais de 13.000 habitantes.
Entre as doenças mais frequentes no Lombe, constam as diarreias, a malária, tenção arterial, infecções da pele, tosse e doenças respiratórias agudas. Em relação ao sector da educação, existem 34 escolas, onde se lecciona desde a iniciação ao I Ciclo.  Este ano lectivo foram matriculados 4.986 alunos, enquanto fora do sistema escolar ficaram 1.400. Em relação ao quadro docente, a reportagem do “JA” apurou que existem 109 professores, número considerado insuficiente pela administradora Catarina José.
A administradora Catarina Diogo José disse também que com a chegada do comboio, nos próximos tempos vai ficar facilitado o abastecimento do porto seco da região, cuja distribuição de mercadorias se estende a toda a região Leste do país, províncias da Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico.

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