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Luquembo precisa de professores

Sérgio V. Dias|Luquembo

O município de Luquembo, localizado a 275 quilómetros da sede provincial de Malange, enfrenta neste momento o problema da falta de quadros, informou ao Jornal de Angola Afonso Magalhães, chefe da Repartição local de Educação.

Um pormenor do acesso a Luquembo que quer avançar em todos os sectores
Fotografia: Eduardo Cunha

O município de Luquembo, localizado a 275 quilómetros da sede provincial de Malange, enfrenta neste momento o problema da falta de quadros, informou ao Jornal de Angola Afonso Magalhães, chefe da Repartição local de Educação.
O responsável, que informou o facto aquando da visita do governador de Malange, Boaventura Cardoso, ao município, na sexta-feira e sábado passados, referiu que neste momento o sector da Educação em Luquembo controla 215 professores. Afonso Magalhães fez saber, por outro lado, que para suprir o actual défice do quadro docente seriam necessários pelo menos mais 250 professores.
O responsável da Reparticção Municipal de Educação do Luquembo lembrou ainda que no presente ano lectivo foram matriculados 12.267 crianças da iniciação ao I Ciclo. No entanto, acrescentou Afonso Magalhães, 4.100 alunos ficaram fora do sistema escolar, pela gritante falta de professores e de salas de aulas.
Neste momento, o sector da educação em Luquembo controla apenas duas salas para o ensino secundário e sete para o primário a nível da sede municipal. Afonso Magalhães recordou que existe um grande défice no capítulo de infra-estruturas e, que por arrasto disso, o sector que dirige tem contado com apoio, em muitos casos, das igrejas da região.

Saúde com número irrisório de enfermeiros

Em relação à saúde, o quadro não foge muito do da educação. Morais Nicolau Tomás, chefe da Repartição Municipal de Educação de Luquembo do sector, revelou ao JA que existem apenas 17 enfermeiros na região. Esse número, disse, “é bastante irrisório”. Por isso, há a necessidade de pelo menos mais 40 ou 50 técnicos de enfermagem.
Nicolau Tomás recordou que o centro municipal de Sáude de Luquembo chega a atender diariamente entre 50 e 60 pacientes por dia. Disse também que a assistência médica e medicamentosa é feita de acordo com as disponibilidades do sector na região.
“A assistência médica e medicamentosa para essas doenças tem sido a possível, já que não enfrentamos muitas dificuldades em termos de fármacos. Aqui, no Hospital Muncipal, chega-se a realizar entre 50 e 60 consultas por dia. Em relação às mulheres grávidas, temos também realizado consultas pré-natais. Fizemos os partos difíceis, ao passo que aqueles sem risco são feitos nos domicílios com parteiras tradicionais. Estas têm recebido o nosso apoio com alguns kits e outros materiais. Temos apenas cinco camas, que são repartidas entre homens e mulheres”, disse.

Cobertura sanitária

Nicolau Tomás frisou ainda que patologias mais frequentes em Luquembo são a malária, as doenças diarreicas e as doenças respiratórias agudas. Em termos de cobertura sanitária, realçou que, neste momento, ela é feita em toda a extensão do município, pese embora a capacidade dos recursos humanos não satisfaça. “À excepção da sede municipal, as sedes comunais têm apenas um enfermeiro”, recordou o responsável sanitário.
Recorde-se que, para além da sede municipal, Luquembo conta com as comunas de Cunga Palanga, Capunga e Kimbango, Dombo a Zanga e a de Rimba, por sinal a única cujo acesso nesta altura é facilitado.

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