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Luquinge está a ficar despovoado

Venâncio Victor | Malange

O administrador do município de Calandula, província de Malange, Manuel Campo, confessou-se preocupado com a degradação acentuada do troço rodoviário que liga a comuna do Cuale ao Luquinge, a 75 quilómetros da sede municipal.

Administrador Manuel Campos
Fotografia: Eduardo Cunha | Malange

O administrador do município de Calandula, província de Malange, Manuel Campo, confessou-se preocupado com a degradação acentuada do troço rodoviário que liga a comuna do Cuale ao Luquinge, a 75 quilómetros da sede municipal.
Manuel Campo, que acompanhou na sexta-feira a visita da vice-governadora para o Sector Político e Social, Alice Van-Dúnem, ao Calandula, afirmou que a situação é crítica, uma vez que o Luquinge está a ficar despovoado, devido à falta de bens e serviços. “Segundo informações que nos chegam daquela localidade, através do seu administrador comunal, as populações locais estão a abandonar a região devido às dificuldades que passam e pelo péssimo estado das vias de comunicação”, esclareceu o administrador.
Manuel Campo pediu ao governo provincial para incluir no Programa de Investimentos Públicos a reabilitação do troço Cuale-Luquinge, e a recuperação das vias secundárias e terciárias da referida comuna.
O administrador disse que a reabilitação da estrada que dá acesso ao município de Calandula vai permitir a concretização dos programas concebidos para a comuna do Cuale. Manuel Campo lamentou a falta de escolas, professores e enfermeiros em algumas localidades da municipalidade. A carência de escolas, enfatizou, pode vir a conhecer solução em breve. O administrador lembrou que estão em construção 12 escolas, das quais dez com seis salas, no âmbito dos Programas Municipais Integrados e de Investimentos Públicos do governo provincial. Devido à gritante inexistência de escolas, mais de três mil crianças estão fora do sistema normal de ensino.
Para minimizar a situação, o administrador Manuel Campo anunciou, para breve, o apetrechamento da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Cuale, que será utilizada para albergar alunos fora do sistema normal de ensino.
Frisou ainda que foi feita a aquisição de viaturas para o apoio hospitalar e outros equipamentos, que vão permitir melhorar a assistência médica e medicamentosa às populações da região.

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