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Luta por vagas no ensino médio

Venâncio Víctor | Malange

Mais de mil candidatos disputam 400 vagas no Centro Pré-Universitário Nicolau Gomes Spencer, em Malange, informou o director do estabelecimento de ensino, António João Almeida.

Há uma grande procura por vagas no ensino médio em todo o país
Fotografia: Eduardo Cunha

Mais de mil candidatos disputam 400 vagas no Centro Pré-Universitário Nicolau Gomes Spencer, em Malange, informou na quarta-feira o director do estabelecimento de ensino, António João Almeida.
O director pedagógico da Escola de Formação de Professores, ex-Instituto Médio de Educação (IMNE), João Cabamba, disse que na sua instituição estão inscritos 700 candidatos para preenchimento de 200 vagas. Os candidatos foram submetidos a exames de aptidão nas disciplinas de Matemática, Língua Portuguesa e Cultura Geral, e as provas foram elaboradas com base nos conteúdos programáticos do I nível e primeiro ciclo do ensino secundário.
Os exames de aptidão destinam-se a avaliar as capacidades dos candidatos, uma vez que para o ingresso na instituição têm de demonstrar que possuem as noções mínimas de gramática e escrita.
João Cabamba destacou que 551 estudantes da 13ª classe realizaram, no ano passado, trabalhos de monografia, dos quais 512 finalizaram.
O responsável está preocupado com a fuga dos quadros formados na instituição para outros sectores, quando, defende, deviam contribuir com a sua experiência e saber no ramo de ensino.  A Escola Superior Pedagógica do Bié abriu 360 vagas este ano lectivo, informou ontem Francisco Chitoma, director-geral adjunto para a área científica.
Francisco Chitoma informou que estão disponíveis para o período regular 240 vagas e 120 para o pós-laboral, que entra em funcionamento este ano, para satisfazer a procura de candidatos que pretendem ingressar na Escola Superior Pedagógica do Bié. A escola faz parte da Universidade José Eduardo dos Santos e tem cursos de Matemática, Psicologia, Geografia e Física. Os cursos de Educação Primária e de Educação Pré-Escolar bem como os horários pós laborais foram criados este ano lectivo.
Francisco Chitoma justificou que o curso de Pedagogia já não faz parte do currículo por se tratar de uma escola superior pedagógica e todos os estudantes que estudam no estabelecimento de ensino, por obrigação, devem estar dotados de conhecimentos, técnicas e práticas pedagógicas.

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