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Malange quer combate à caça furtiva para proteger Palanca Negra Gigante

Venâncio Victor | Malange

A Juventude Ecológica de Angola (JEA) defendeu ontem, na cidade de Malange, a necessidade urgente do reforço das medidas de combate contra a caça furtiva, no sentido de se garantir a proteção e preservação da espécie da Palanca Negra Gigante.

A Juventude Ecológica de Angola (JEA) defendeu ontem, na cidade de Malange, a necessidade urgente do reforço das medidas de combate contra a caça furtiva, no sentido de se garantir a proteção e preservação da espécie da Palanca Negra Gigante.
O responsável para a área da educação ambiental da JEA/Malange, Edgar Dala, que falava no âmbito do Dia Nacional do Ambiente, disse que a Palanca Negra é uma espécie única no mundo, daí ser um dos símbolos nacionais, representados pela selecção de futebol e companhia aérea TAAG.
Em função destas características, o responsável da associação ambiental considerou fundamental que se criem estratégias que visem dinamizar a redução de caçadores furtivos, com a legalização da actividade, para que a fauna da região seja mais bem conservada e protegida. Edgar Dala garantiu que os ecossistemas, tanto aquáticos como terrestres, têm merecido a atenção do Governo, apesar de serem ainda desconhecidas as espécies que neles habitam, uma vez que há ainda diversas matas ou florestas que carecem de exploração, em função da dimensão geográfica da província de Malange.
O responsável associativo referiu que existem zonas em que há uma necessidade de um estudo sobre as espécies e o tipo de vegetação predominante.
Edgar Dala salientou que existem zonas com fortes danos ambientais, devido à exploração descontrolada de inertes, com destque para as localidades de Carianga e Matari a Nzinga, em função, também, do crescimento populacional.

Estudo de espécies

O responsável defendeu a descoberta de espécies animais e vegetais do ecossistema aquático do rio Kwanza e das quedas de Calandula, para o seu melhor estudo e divulgação. Edgar Dala mostrou-se preocupado com as condições de deposição dos resíduos sólidos recolhidos pelas empresas de limpeza urbana da cidade de Malange. Outra preocupação da Juventude Ecológica tem a ver com o facto de a área da Guiné, zona onde fica o sistema de captação e distribuição de água potável à cidade de Malange, ser o local de depósito de lixo, com agravante de estar ligada ao rio Malange.
Defendeu a necessidade urgente de obras de drenagem da estação da Capopa, afecta ao rio Malange, por ser uma zona verde e com características próprias para a agricultura.
O responsável da JEA disse também ser necessário o reforço de medidas para o combate do deflorestamento, tendo louvado a iniciativa do Governo de Malange, que disponibilizou recentemente mais de mil hectares para serem plantados com eucaliptos, no polígono de Matari a Nzinga, que foi devastado durante a guerra.
A progressão de ravinas na cidade de Malange e noutras partes da província foi apontada pelo responsável como um dos problemas ambientais que devem ser combatidos com a ajuda da comunidade.
O responsável da JEA afirmou que, do ponto de  vista ecológico, a província conhece alguns problemas que podem ter reflexos negativos no futuro.

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