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Malanje celebra 80 anos da sua elevação à cidade

Sérgio V.Dias|

Malanje, capital da província do mesmo nome, assinala a 13 de Fevereiro  80 anos da sua existência.

Cidade de Malanje
Fotografia: Dombele Bernardo

Malanje, capital da província do mesmo nome, assinala a 13 de Fevereiro  80 anos da sua existência. Situada no então Concelho de Malanje, a região foi criada a 10 de Março de 1957 pelo então governador-geral de Angola, Coelho do Amaral. Ao concelho, estavam adstritas as localidades de Duque de Bragança, de Tala Mungongo, de Ambaca e de Pungo Andongo.
No virar de mais uma página da sua história, Malanje, que representa neste momento um distinto e fabuloso planalto, celebra os 80 anos da sua elevação à categoria de cidade, com o ressurgir da perspectiva de uma vida melhor para a sua população.
A então cidade de Malanje foi criada como feira e paróquia em 1951, tendo a sua circunscrição civil sido instituída a 3 de Março de 1857. Neste ano de 2012, a região volta a festejar aniversário, sob o slogan “Malanje: a esperança de um futuro melhor”.
Com efeito, somente em Novembro de 1870 foi criada a portaria que determinava o corpo administrativo, que foi instalado por meio de uma acta datada do dia 20 do referido mês e ano, que nomeava o primeiro governador a residir nessa povoação. Tratava-se do major Veríssimo Sarmento, nomeado subsequentemente em 1896.
Além da população branca, oriunda do então Portugal metropolitano, em Malanje, residiam tribos de considerável expressão numérica. Entre estas destacavam-se os gingas, songos, ambaquistas, bambeiros, mossuelas, tchokwés, minungos e luimbes.
Contribui grandemente para a elevação de Malanje à categoria de cidade, a 13 de Fevereiro de 1932, a evolução extraordinária que a região conheceu, sobretudo devido à sua localização geográfica privilegiada e às potencialidades turísticas e económicas.
É assim que se resume a história do surgimento da cidade capital de Malanje, região pertencente à zona Nordeste do país.
A cidade capital da terra onde pontifica a imponente Palanca Negra Gigante caminha hoje rumo ao sucesso, buscando um quadro próspero em quase todos os seus domínios.
Não obstante isso, a urbe vive ainda a inocência das grandes transformações que conhecerá nos tempos vindouros, pese embora as inúmeras acções desencadeadas pelo executivo malanjino, que tem à testa Boaventura da Silva Cardoso.
Por isso mesmo, passados que estão os tempos de inquietação derivada pela guerra que assolou o país, hoje, todos os filhos da cidade capital da terra dos grandes sobas e da rara Palanca Negra Gigante vivem expectantes em relação aos desafios que têm pela frente.
E por mais que alguns se tenham mostrado cépticos em relação a esse aspecto, a perspectiva de uma vida melhor sobrepõe-se hoje por hoje às inquietações anteriormente reinantes, fixando-se a ideia do progresso e de uma vontade cada vez maior de vencer.

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