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Malanje com nova linha de transporte de energia

Delfina Victoriano | Malanje

A província de Malanje vai beneficiar de uma linha de transporte de energia de 220 kva e de uma subestação com a mesma capacidade, quando entrar em funcionamento, em Julho deste ano, a barragem hidroeléctrica de Laúca, anunciou ontem o director local da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE).

Processo de enchimento da albufeira da barragem hidroeléctrica de Laúca em construção no leito do médio Kwanza começou ontem
Fotografia: Adriano Sapalo|Edições Novembro|Malanje

Luzolo Nsacala destacou que a instalação da referida subestação vai permitir que Malanje esteja igualmente melhor preparada para levar avante o programa de expansão da rede eléctrica aos seus 14 municípios. Além disso, o director provincial da ENDE anunciou a facilidade que a instalação da subestação vai originar, principalmente na criação de novos investimentos, uma vez que existirá um reforço da actual capacidade de distribuição.
Luzolo Nsacala referiu que a construção da barragem de Laúca vai levar inúmeros benefícios para a população de Malanje, em particular, e do país, em geral, mas aconselhou aos clientes da ENDE para fomentarem a cultura de pagamento do consumo.
“É preciso que os consumidores honrem com os compromissos, para que possamos garantir melhor prestação de serviço, visto que a energia eléctrica tem custos elevados”, apelou o director provincial da ENDE.
O responsável assegurou que a instituição que dirige vai continuar a desenvolver acções de sensibilização junto da população, no sentido de cumprir com as suas obrigações. A barragem de Laúca, que está a ser construída na província de Malanje, é um investimento do Executivo, avaliado em 4,5 milhões de dólares, e tem capacidade de produzir 2.070 megawatts de energia eléctrica.
O empreendimento conta com uma altura de 156 metros e 1.242 de comprimento, com 188 quilómetros de extensão. A barragem vai dispor de duas subestações de 400 e 220 kilovolts, respectivamente.
O processo de enchimento da albufeira da barragem hidroeléctrica de Laúca, em construção no leito médio do rio Kwanza, começa hoje, uma acção que antecede a entrada em funcionamento da primeira turbina, para a geração de energia eléctrica, a partir de Julho deste ano.
O director do controlo electrónico da Odebrech, Miguel Figueira, garantiu estarem criadas todas as condições para o enchimento do reservatório da hidroeléctrica.
O responsável considerou o enchimento da albufeira como uma das etapas mais importantes, por anteceder a geração de energia.

Quatro etapas

O director garantiu que o processo contempla quatro etapas diferentes, sendo a primeira que vai de 11 a 13 de Março, com a duração de 58 horas de trabalho, e compreende o fecho do túnel do desvio do rio, de modo a retomar o seu curso natural. A segunda etapa, que vai de 13 de Março a 12 de Abril, contempla o enchimento da albufeira até a sua elevação a uma quota de 800 metros de altura, tendo como referência o nível médio das águas do mar.
Explicou que o passo acima referido vai permitir a retenção de 227 metros cúbicos de água por segundo, assim como um volume total de 553 milhões de metros cúbicos, para o ensaio das máquinas.
Miguel Figueira avançou que a terceira fase do enchimento da albufera vai decorrer de 13 de Abril a 12 de Julho e espera-se melhorias da afluência de água na barragem da Capanda. Disse que se espera atingir uma quota de 830 metros de altura, para uma retenção de dois mil milhões e 680 de metros cúbicos de água e uma vazão de 274 metros cúbicos por segundo. A última etapa, refere o engenheiro, vai ser executada no próximo ano, para alcançar uma quota de 830 metros de altura. Esta intervenção não vai exigir restrições na produção e no fornecimento de energia eléctrica.
Com a conclusão da quarta fase, a albufeira da barragem hidroeléctrica de Laúca vai ter uma quota de 850 metros e uma extensão de 188 quilómetros, assim como 850 metros cúbicos nas próximas estação chuvosa.

Testes de máquinas


O responsável referiu que, nos primeiros 30 dias, após o fecho do desvio, vão ser atingidos 800 metros cúbicos, para início dos testes das máquinas de Laúca.
Miguel Figueira acrescentou que a retenção das águas vai permitir pôr em funcionamento de forma ininterrupta as turbinas com capacidade de 334 megawatts cada.
“Neste ano, o rio Kwanza está com uma afluência muito baixa, mas o cronograma de actividades está garantido, para a execução das etapas de enchimento e assegurar o fornecimento de energia eléctrica, a partir de Julho de 2017”, explicou o director de controlo electrónico da Odebrech.
Miguel Figueira reiterou a prontidão da empresa em termos e meios, para o desafio de geração de energia eléctrica,  tendo acrescentando que o baixo nível do caudal não dificulta o processo de enchimento e, prosteriomente, o fornecimento de energia eléctrica.

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