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Malanje precisa de centro ortopédico

Venâncio Victor| Malange

A Associação Angolana dos Deficientes e Ex-militares (AAMMIGA) na província de Malanje precisa de um centro ortopédico para a reabilitação física dos seus assistidos, revelou o seu director, António José Nicolau, fazendo o balanço do ano passado.

Está a ser feito na província de Malanje um levantamento para se apurar o número exacto de ex-militar com deficiência
Fotografia: Jornal de Angola

António Nicolau referiu que muitos deficientes de guerra em Malanje não possuem próteses e outros precisam de reabilitação urgente, o que passa pela construção de um centro ortopédico.
António Nicolau disse que a instituição controla actualmente 3.114 deficientes, entre ex-militares, viúvas e órfãos de guerra, mas o número pode aumentar significativamente nos próximos tempos em função do levantamento de dados e da sensibilização social nas comunidades para a identificação de pessoas com deficiência.
O director da AAMMIGA sublinhou que já foi feito o levantamento de dados dos deficientes nos municípios de Quiuaba-Nzoji, Caombo, Massango, Calandula e Caculama e o processo prossegue noutros para se encontrar o número real de ex-militares com deficiência.
Em 2014, explicou António Nicolau, a AAMMIGA realizou acções de advocacia e de sensibilização de instituições do Estado e das comunidades para desenvolverem programas que estimulem a educação de pessoas com necessidades educativas.
Reiterou o apoio da sua instituição aos programas de promoção de emprego para os deficientes e ex-militares, e no domínio de fomento habitacional.Disse que a AMMIGA vai continuar a trabalhar com os órgãos de comunicação social da província na sensibilização da sociedade para se abster de todas as formas de discriminação dos ex-militares deficientes.
António Nicolau acrescentou que neste período foram realizadas várias acções para a reintegração socioprofissional dos ex-militares e criadas pequenas cooperativas agrícolas, destacando a participação dos deficientes em actividades desportivas a nível da província de Malanje e nacional. O responsável da AMMIGA em Malanje ressaltou a troca de experiências com as administrações municipais, bem como o diagnóstico, perspectivas e estratégias para conferir maior dignidade aos deficientes, ex-militares e seus dependentes.

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