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Médicos estrangeiros em formação sobre a gestão de casos de malária

Luísa Victoriano | Malange

Médicos estrangeiros que intervêm nas especialidades de medicina geral, pediatria e obstetrícia participam desde segunda-feira, em Malange, numa formação sobre gestão de casos de malária.

Acção formativa está a ser orientada por técnicos do Ministério da Saúde
Fotografia: Eduardo Cunha

Médicos estrangeiros que intervêm nas especialidades de medicina geral, pediatria e obstetrícia participam desde segunda-feira, em Malange, numa formação sobre gestão de casos de malária.
A formação, promovida pelo Projecto Integrado de Controlo da Malária, em parceria com a Direcção Provincial da Saúde, vai contribuir para o fortalecimento da capacidade de diagnóstico e tratamento da doença no seio dos médicos estrangeiros, para a sua gestão a nível da rede sanitária na província. Durante cinco dias, os participantes vão abordar matérias sobre a metodologia do pré-teste, epidemiologia, quadro clínico da malária grave na gravidez, teste rápido, a introdução do Coartem dissolúvel na água e fisiologia da malária.
O ciclo biológico do parasita no hospedeiro, fisiopatologia da malária, as normas e estratégias de intervenção da nova política de tratamento da doença, o seu quadro clínico simples, diagnóstico diferencial, e as regras para a realização de uma análise, história clínica, sinais vitais e exame físico vão igualmente ser abordados durante a formação.
O coordenador provincial do Projecto Integrado de Controlo da Malária, Paulo Augusto Neto, disse que a formação em causa vai permitir alargar o nível de conhecimentos destes médicos quando lidam com a patologia e o seu respectivo tratamento.
O responsável disse ainda que o seminário vai melhorar a qualidade do diagnóstico, tratamento, prevenção, cura e gestão do programa da malária, através do fortalecimento da formação generalizada dos recursos humanos.
Paulo Augusto Neto recordou que a malária constitui o maior problema de saúde pública em Angola, estimando-se em 35 por cento da mortalidade em crianças menores de cinco anos e 25 em mulheres, sendo a província de Malange uma área de alta transmissão e hiper-endémica.

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