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Milhares de adultos aprendem a escrever

Sónia Maria | Caculama

Mais de 10 mil adultos aprendem a ler e a escrever no município de Caculama, a 54 quilómetros da capital da província de Malange, no âmbito das estratégias do Executivo.

Cresce na província o número de adultos interessados em aprender a ler e a escrever
Fotografia: Jornal de Angola

Mais de 10 mil adultos aprendem a ler e a escrever no município de Caculama, a 54 quilómetros da capital da província de Malange, no âmbito das estratégias do Executivo. O responsável pelo processo de alfabetização da Repartição Municipal da Educação, Armindo Manuel Teixeira, explicou que dos alfabetizados, 1.875 frequentaram aulas da primeira e segunda classe e 50 da terceira e quarta classe.
Armindo Manuel Teixeira informou que o processo de alfabetização conta com a participação de 141 alfabetizadores e com o apoio da Organização Não Governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povos (APPD).
Armindo Teixeira disse também que no processo de alfabetização do município de Caculama os formandos demonstrarem vontade de aprender a ler e escrever, para recuperar o tempo perdido.
Além da sede municipal, Caculama conta ainda com as comunas do Muquixi e Caxinga. Nas duas comunas foram alfabetizadas mais de sete mil pessoas.  Armindo Teixeira disse que é desejo do governo continuar a trabalhar para a erradicação do analfabetismo no seio das populações, até ao ano de 2015.
Luís Gomes António, de 36 anos, um dos formandos, disse  à nossa reportagem que foi “graças à força de vontade”, que em pouco tempo aprendeu a ler e a escrever.
Maria de Fátima, uma jovem de Caculama, frisou a importância de aprender a ler e escrever, acrescentando que o processo de alfabetização constitui um  novo começo na sua vida e já pensa arranjar emprego nos próximos tempos.
Teresa Domingos, uma das educadoras, está orgulhosa por participar no processo de ensino de adultos no município e contribuir para o desenvolvimento e reconstrução em curso no país.
“Somos nós que temos a tarefa de educar e formar os futuros quadros do país, por isso, a nossa responsabilidade é maior” disse a educadora Teresa Domingos, apelando aos seus colegas a desempenharem a actividade com brio, apesar de algumas dificuldades.

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