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Milhares de moradias em Malange

Francisco Curihingana| Malange

O governador da província de Malange, Boaventura Cardoso, anunciou ontem a construção, no decurso deste ano, de 6.000 casas, no quadro dos projectos de habitação social.
De acordo com o governador, que falava no acto que marcou a passagem do nono aniversário da paz em Angola, já foram identificadas as reservas fundiárias e as zonas onde vão ser distribuídos os lotes destinados à autoconstrução dirigida.

Obras de novas moradias foram anunciadas pelo governador provincial durante o acto que marcou os festejos do Dia da Paz
Fotografia: Eduardo Cunha| Malange

O governador da província de Malange, Boaventura Cardoso, anunciou ontem a construção, no decurso deste ano, de 6.000 casas, no quadro dos projectos de habitação social.
De acordo com o governador, que falava no acto que marcou a passagem do nono aniversário da paz em Angola, já foram identificadas as reservas fundiárias e as zonas onde vão ser distribuídos os lotes destinados à autoconstrução dirigida. Boaventura Cardoso realçou na ocasião os esforços do governo local no melhoramento do abastecimento de água potável aos cidadãos, com destaque para as zonas rurais, através do programa "Água para Todos", assim como os avanços no sector da energia eléctrica, tanto da rede pública como domiciliar. A província registou ainda avanços no domínio do ensino, com a criação dos cursos superiores de pedagogia e matemática, da Faculdade de Medicina, além do curso superior de Enfermagem.
Segundo o governador, apesar dos avanços referidos, é preciso que as pessoas não se acomodem, apelando para o esforço e empenho de todos para que seja possível transformar a esperança em certeza de um futuro melhor. Boaventura Cardoso referiu a necessidade de uma maior colaboração de todos os citadinos de Malange para as tarefas ligadas à reconstrução da província, assumindo compromisso com os valores e princípios fundamentais da paz, trabalhando cada um no seu ramo do saber e de acordo com as suas capacidades, para engrandecer o país e, em particular, a região. O governante disse que a Paz, tão duramente alcançada, é e tem de ser irreversível. "Ninguém tem o direito de tirar aos angolanos aquilo por que eles, depois da conquista da Independência Nacional, mais lutaram".
Durante a cerimónia foram lidas mensagens das Forças de Defesa, Segurança e Ordem Interna e do Conselho Provincial da Juventude, que juntaram as suas vozes para o sentido da preservação da paz e da reconciliação entre os angolanos.
O acto, antecipado de uma marcha que percorreu as diversas artérias da cidade, foi marcado com a presença de membros do governo local, representantes de partidos políticos da oposição, população e jovens dos mais variados extractos da província.

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