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Novos técnicos médios concluem as formações

Francisco Curihingana | Malange

O Colégio do Késsua pôs à disposição do mercado de trabalho mais cem técnicos médios, que concluíram formação, no final do ano passado, nas opções de Ciências Físicas e Biológicas, Económicas e Jurídicas e Humanas.

O Colégio do Késsua pôs à disposição do mercado de trabalho mais cem técnicos médios, que concluíram formação, no final do ano passado, nas opções de Ciências Físicas e Biológicas, Económicas e Jurídicas e Humanas.
Os finalistas reafirmaram, na sua mensagem, a vontade de mostrar tudo o que aprenderem ao longo dos três anos de formação e contribuírem para o engrandecimento do país, nos seus mais variados domínios.
Ao dirigirem-se às autoridades competentes, solicitaram a criação de um campus universitário no Késsua, uma vez que as condições naturais assim o permitem, e dar à localidade o estatuto desejado desde a época colonial, na formação de quadros.
Inspirados no lema “Acorda Késsua, Firme na Continuação do Ensino”, os estudantes desafiaram os demais jovens a continuarem a dedicar-se aos estudos e, desse modo, contribuírem para o desenvolvimento do país e da província.
O director da Instituição, António Fernandes, ao reflectir sobre os resultados obtidos pelos estudantes, pediu mais empenho e dedicação e salientou que a instituição está comprometida em mostrar os caminhos do saber. Daí a necessidade de uma selecção criteriosa dos professores para o referido colégio, acrescentou António Fernandes.
Todos os anos aumenta o número de interessados em se inscrever no colégio, mas “a nossa instituição começa a reclamar da capacidade. Pedimos a quem de direito para nos ajudar a ultrapassar a situação, com o aumento de salas de aulas, para podermos contribuir para a formação de mais jovens”, acrescentou.
O bispo residente da Conferência Anual do Leste de Angola, José Quipungo, saudou os estudantes que terminaram a sua formação média e encorajou-os a dar-lhe continuidade, na província ou noutros pontos do país, pois, como disse, “o futuro do país está em vossas mãos e devem crescer cultural e academicamente para ajudar a desenvolver o país”.
A instituição teve este ano 302 estudantes da 12ª classe nas três opções - Ciências Físicas e Biológicas, Económicas e Jurídicas e Humanas - dos quais cem ficaram aprovados, 128 vão fazer exame de recurso e 74 foram reprovados.
O Colégio do Késsua foi construído em 1958, mas ficou totalmente destruído devido ao conflito armado. O bispo José Quipungo mobilizou apoios, internos e externos, o que permitiu o arranque das aulas em 2007.

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