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Pais pedem apoio para tratar o filho

Sérgio V. Dias e Venâncio Victor| Malange

Joaquim António Domingos, um adolescente de 13 anos, residente no bairro Cangambo, na cidade de Malange, tem um tumor na face há cinco anos. Ele e os pais estão desesperados porque o seu estado de saúde vai piorando de ano para ano.

O estado de saúde de Quinito está a piorar
Fotografia: Venâncio Victor| Malange

Joaquim António Domingos, um adolescente de 13 anos, residente no bairro Cangambo, na cidade de Malange, tem um tumor na face há cinco anos. Ele e os pais estão desesperados porque o seu estado de saúde vai piorando de ano para ano.
António Joaquim Domingos, pai de Quinito, diz que ele nasceu saudável. "O meu filho só ficou com esta doença em 2006, quando tinha apenas nove anos". De acordo com a mãe, Teresa António Lopes, a doença do filho "foi confundida, inicialmente, por uma espécie de cárie dental, o quissongo".
Até aos dez anos, conforme sublinharam os pais, "Quinito" fez "tratamento tradicional", mas a doença "foi se agravando, à medida em que crescia". Os familiares juntaram 1.200 dólares para a realização de uma intervenção cirúrgica, no Hospital Josina Machel, em Luanda, no ano de 2008, disse o pai de Quinito. Mas quando chegaram a Luanda, o adolescente foi examinado por uma equipa médica que recomendou o regresso do doente, em Fevereiro de 2009.
Os pais, inconformados, foram ao Hospital Militar de Luanda, onde Quinito fez uma radiografia. Face ao resultado, os médicos recomendaram que o menino fosse submetido a uma operação cirúrgica quando completasse 18 anos.

Regresso frustrante

Quinito e os pais regressaram frustrados a Malange: "decidimos não voltar a Luanda em Fevereiro de 2009". Quinito foi levado ao Hospital Geral mas também aqui não houve solução para a sua doença.
O adolescente abandonou os estudos no ano antepassado, pois, como nos conta o pai, "não conseguia conter-se diante das constantes provocações dos colegas de escola que brincam com a sua enfermidade no rosto".
Durante o ano passado, ainda de acordo com a mãe, Teresa António, o seu filho chegou ao ponto de lutar com um dos colegas, porque lhe disse que tinha duas bocas. Devido à marginalização de que era alvo, os pais optaram por anular a sua matrícula na escola.
                        
Apelo às autoridades
 
O pai de Quinito pede às autoridades e à sociedade ajuda para resolver o problema de saúde do filho. "Para atenuar a situação do Quinito, peço às autoridades sanitárias que me apoiem, porque além de me encontrar desempregado debato-me também com problemas de saúde", disse António Joaquim Domingos.
Durante o contacto com a equipa de reportagem do "Jornal de Angola", pai e filho não contiveram as lágrimas. António Joaquim Domingos recordou que "não dispõe de qualquer recurso nesta altura para tratar da enfermidade de que o filho padece".

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