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Plano de desenvolvimento em consulta

Venâncio Víctor | Malange

O Plano de Desenvolvimento da província de Malange de médio prazo, para o período (2013-2017), vai ser submetido a consulta pública, anunciou, no município de Cacuso, o governador.

Governador Norberto dos Santos
Fotografia: Eduardo Cunha

Norberto dos Santos”Kwata Kanawa”, que falava na Conferência Internacional de Promoção de Investimentos, realizada nos dias 18 e 19, na Fazenda Pedras Negras, disse que no documento que vai à aprovação nos próximos dias estão identificados os factores que dificultam o desenvolvimento da província. O Plano contempla uma série de programas, projectos e medidas, cuja execução vai permitir a Malange atingir os objectivos que estão previstos no Plano Nacional de Desenvolvimento de Médio Prazo (PND).
Norberto dos Santos reiterou que a execução dessas acções vai contribuir para a  elevação da qualidade de vida e do bem-estar dos habitantes da região, argumentando que a província de Malange sofreu muito com a guerra, que culminou com a destruição de todas as suas infra-estruturas, mas assegurou que, com o advento da paz definitiva, o Executivo dedicou especial atenção às tarefas de reconstrução.
O Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) prevê investimentos susceptíveis de tornar, a médio e longo prazo, a província um ­potencial logístico e importante celeiro nacional. “Os projectos industriais estão na lista dos projectos estruturantes do Governo Provincial, visto que é uma região com uma certa tradição na produção de alimentos, a par das culturas de rendimento, no caso o algodão”, realçou o governador, revelando que dos 19 projectos estruturantes, contidos no PND, mais de metade correspondem a investimentos no sector agro-industrial, destacando destaca-se o Pólo Agro Industrial de Capanda (PAC),  que integra as Fazendas Pedras Negras, Pungo a  Ndongo, a companhia Biocom e o projecto Quizenga, em Cacuso. Os investimentos do Executivo feitos no Pólo Agro Industrial de Capanda, acrescentou, vão transformar Malange numa província produtora e exportadora de alimentos, num curto horizonte temporal.
O governador de Malange defendeu a necessidade de se ultrapassar depressa os desafios de ordem estrutural, designadamente, a lenta reabilitação das vias secundárias, terciárias, assim como as insuficiências dos sistemas de irrigação.
Apontou, igualmente, a escassez de recursos humanos qualificados, dificuldades no acesso ao crédito, investigação científica e a inexistência de seguros agrícolas como sendo os outros factores que interferem no progresso desta parcela do território nacional.

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