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População de Caculo Canje com falta de serviços sociais

Alberto Domingos | Malanje

Os habitantes da aldeia de Caculo Canje, a 50 quilómetros da  cidade de Malanje, estão a enfrentar dificuldades para estudar e ter assistência médica, por falta de escolas e unidades sanitárias, revelou o soba da localidade.

Coke dos Santos disse que actualmente a aldeia tem grandes carências de serviços essenciais, o que se agrava com a falta de professores e de médicos e enfermeiros, situação que dificulta a melhoria das condições de vida das populações.
A autoridade tradicional lamentou o facto da aldeia, além da carência de serviços de saúde e de escolas, não dispor igualmente de postes de iluminação pública, rede de telecomunicações e outras infra-estruturas.
Para terem acesso à escola e aos serviços sanitários, o soba afirma que os habitantes da aldeia são obrigados a percorrer longas distâncias, até à comuna do Lombe. Cocke dos Santos salientou que a aldeia tem poucas escolas, mas estas, por falta de professores, estão vazias, o que obriga os meninos e jovens a procurarem outras instituições no Lombe ou na cidade de Malanje.
Apesar das dificuldades, o soba disse que os habitantes da aldeia de Caculo Canje levam uma vida normal, com a agricultura, pecuária e outras actividades ligadas ao campo,  a darem bons resultados.

Vias de acesso

As vias de acesso às várias localidades e lavras da aldeia de Caculo Canje estão em boas condições, fruto da desmatação feita pelas próprias populações, o que permite aos aldeões circularem livremente.
Pertencente ao município de Cacuso, a aldeia de Caculo Canje é uma região rica para o cultivo de batata rena, mandioca, inhame e outros produtos.
A agricultura ainda é feita de forma rudimentar, sendo a principal fonte de subsistência das famílias camponesas daquela localidade.

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