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Populações de Dala Samba vivem muitas dificuldades

Francisco Curihingana| Malange

A adolescente Feliciana Dala, da localidade de Mukulo a Ngola, comuna de Dala Samba, aparenta ter 14 ou15 anos. Não sabe a idade que tem mas fez-se dona de casa muito cedo. Mãe de um menino, a adolescente nunca foi à escola.

Estrada inoperante dificulta o trânsito rodoviário e a circulação de pessoas e bens
Fotografia: Eduardo Cunha|Malanje

A adolescente Feliciana Dala, da localidade de Mukulo a Ngola, comuna de Dala Samba, aparenta ter 14 ou15 anos. Não sabe a idade que tem mas fez-se dona de casa muito cedo. Mãe de um menino, a adolescente nunca foi à escola.
Questionada sobre a idade, respondeu-nos no seu português amarfanhado que não sabia quantos anos tinha. Deixou entender que se tratava de uma estrangeira, pois foi difícil perceber aquilo que dizia.
Feliciana não difere de Teresa, uma menina que aparenta ter nove ou dez anos. Esta, por nunca ter estudado, também não sabe ler nem escrever, desconhecendo também a sua idade.
O soba de Mukulo a Ngola, Zeferino Leitão, disse que os problemas da região são inúmeros, desde a falta de estradas em condições, pontes, para além dos problemas de ordem social.
Tal como em Mukulo a Ngola, a comunidade de Cabombo, na mesma comuna de Dala Samba, município de Marimba, está a passar por dias difíceis. Ali faltam escolas, postos de saúde, professores e enfermeiros e as estradas existentes estão degradadas.

Saúde e Educação
 
Naquela comuna do município de Marimba, província de Malange, os professores dificilmente permanecem muito tempo, uma vez que as condições encontradas não atraem os técnicos.
Na localidade de Cabombo, onde reside Buba Nvula Dala Mana, actual autoridade tradicional do Ndongo, existe uma única sala, que não apresenta as melhores condições para acolher os alunos. Por exemplo, o único professor existente lecciona da iniciação à 4ª classe, sendo obrigado a juntar as turmas em dois turnos.
Naquela localidade, só se estuda até à 4ª classe, o que tem provocado com que os que pretendam dar continuidade aos estudos tenham de sair da região. No domínio da saúde, a região dispõe de um único enfermeiro. Quando este se ausenta, o posto médico é encerrado, levando os pacientes ao recurso de medicamentos caseiros. Por isso, as autoridades tradicionais apelam para que as entidades de direito trabalhem, no sentido de minorar as dificuldades daquelas populações.

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