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Primeira fase da estrada Capanda-Dondo está reabilitada na sua maior extensão

André da Costa| Malange

O Executivo está apostado na ligação do país por estrada, permitindo aos cidadãos circularem livremente e desenvolverem as províncias. Em Malange centenas de quilómetros de estradas estão a ser reabilitadas.

A obra tem sinalização vertical e horizontal e sinais reflectores que permitem maior visibilidade aos automobilistas na circulação nocturna
Fotografia: Santos Pedro

O Executivo está apostado na ligação do país por estrada, permitindo aos cidadãos circularem livremente e desenvolverem as províncias. Em Malange centenas de quilómetros de estradas estão a ser reabilitadas.
O troço rodoviário Cacuso-Capanda está reabilitado. O mesmo acontece com 70 quilómetros da estrada que liga Capanda ao Alto Dondo, num total de 120.
A reabilitação da via começou em Capanda até São Pedro da Kinema, na estrada nacional 322. 
O responsável da companhia Odebrecht, encarregada da reabilitação, Octávio Sousa, assegurou que a obra tem sinalização vertical e horizontal e tem sinais reflectores que permitem visibilidade na circulação nocturna.
O arranque da segunda fase, para a reabilitação dos restantes 50 quilómetros, está para breve, dependendo de acertos com o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA).
Wanderson Santos, engenheiro da empresa fiscalizadora da obra, BDM, afirmou que os materiais usados na reabilitação da estrada têm qualidade e estão em conformidade com os padrões internacionais. “Os materiais usados estão de acordo com os padrões internacionais, tendo sido testados em laboratório”, disse.
Wanderson Santos diz que a obra facilita o acesso da população ao pólo industrial de Capanda, onde está localizada a Fazenda Pungo a Ndongo, que produz milho, a Companhia de Bioenergia de Angola, Biocom, que vai produzir açúcar, álcool e energia e a Central Hidroeléctrica de Capanda.
O responsável do INEA disse que estrada está devidamente sinalizada e de noite são visíveis os sinais reflectores que permitem ter uma condução segura. O técnico de controlo de qualidade da Odebrecht, Neves Mateus, tem a missão de fazer a pesquisa dos materiais a serem usados nas estradas, mediante testagem em laboratório. Neves Mateus afirmou que o tempo de duração do asfalto depende da qualidade do material e, por isso, “o trabalho é feito com muita responsabilidade”.

Reacção dos automobilistas


Noé António Pascoal é taxista e faz o trajecto Capanda/Cacuso e Cacuso/Alto Dondo. O taxista disse à reportagem do Jornal de Angola que a reabilitação da via reduziu o número de horas de viagem. “Circular antes nesta via era difícil, devido ao mau estado da estrada, que apresentava muitos buracos, chegando-se a fazer duas a três horas”, disse. A distância é feita agora em muito menos tempo, originando uma baixa do preço da viagem de táxi, de mil para 700 kwanzas. 
Avelino Adão, passageiro, disse que é de louvar o trabalho do Executivo de reabilitar as vias de circulação no país, que se encontravam num total estado de degradação, trabalho só possível de realizar após a conquista da paz, que pôs fim a um conflito que durou dezenas de anos e destruiu a maior parte das infra-estruturas. Só um trabalho abnegado do Executivo, com grande sentido patriótico, permitiu em tão pouco tempo a reabilitação em todo o país das várias infra-estruturas destruídas e a construção de outras.
José Miguel, automobilista, acrescentou que a estrada em boas condições proporciona ao carro mais tempo de vida. O automobilista Moisés Bernardo diz que o Executivo está a fazer um grande esforço financeiro no sentido de unificar o país via estrada e aproximar as populações, que assim têm mais opções de deslocação para além do avião.

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