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Primeira intervenção de neurocirurgia foi realizada com sucesso em Malange

Venâncio Victor|Malange

O Hospital Geral de Malange realizou quarta-feira última, 1 de Agosto, a sua primeira neurocirurgia, disse à imprensa o director clínico da instituição, Jacob Nlevo Diata.

Uma vista do Hospital Geral de Malange
Fotografia: Eduardo Cunha

O Hospital Geral de Malange realizou quarta-feira última, 1 de Agosto, a sua primeira neurocirurgia, disse à imprensa o director clínico da instituição, Jacob Nlevo Diata.
O médico sublinhou que a operação, a primeira do género a realizar-se na província,  foi submetida a uma criança de sete anos.
Acrescentou que a intervenção cirúrgica, assistida por sete médicos de diferentes especialidades, foi um sucesso.
Inaugurado em 2009, o Hospital Geral de Malange, com capacidade para 300 camas,  é uma unidade sanitária de referência na região Norte do país, acolhendo pacientes das províncias do Uíge, Kwanza-Norte e das Lundas Norte e Sul. O hospital funciona com 200 profissionais, entre os quais 37 médicos, enfermeiros e trabalhadores administrativos e dos serviços gerais.
 Jacob Nlevo disse que a operação de foro neurológico foi um sucesso porque, fruto da paz efectiva conquistada pelos angolanos, foi possível a qualificação dos quadros e equipar o hospital com o que há de mais moderno na área médica.
Revelou que  Malange registou este ano uma redução em cerca de 40 por cento do número de casos de paludismo, em função da intensificação das acções de prevenção da doença e do projecto anti-larvar levado a cabo pelas autoridades sanitárias.
Como exemplo, Jacob Nlevo disse que antes a província de Malange registava em média 2.400 casos da doença por mês. Hoje, este número baixou para 1. 600.
Jacob Nlenvo manifestou também satisfação pela redução de partos comunitários através de parteiras tradicionais mal qualificadas, fruto da existência de cinco centros de saúde especializados na assistência materno infantil.
A falta  de parteiras tradicionais formadas, disse Jacob Nlevo, constitui um autêntico risco à sáude das parturientes.
Disse que a Fundação Lwini tem desenvolvido periodicamente acções de formação de parteiras tradicionais  em dez dos 14 municípios que compõem a província de Malange.
O director clínico do Hospital Geral de Malange manifestou-se preocupado com o aumento de doenças cardiovasculares, um problema de Saúde Pública no mundo e em particular em Angola, que tem como base o stress, as más práticas alimentares e a falta de exercícios físicos.

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