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Produção ultrapassa o milhão de toneladas

Francisco Curihingana

O Pólo Agro-industrial de Capanda, em Malanje, tem capacidade para atingir anualmente 1,982 milhões de toneladas de alimentos diversos, com realce para grãos, carne bovina, hortícolas, frutícolas, açúcar, etanol e energia eléctrica, garantiu o presidente do Conselho de Administração, Carlos Fernandes.

Vista parcial da cidade de Malanje que tem capacidade para produzir toneladas de bens
Fotografia: Maria Augusta

Carlos Fernandes, que falava na sede municipal de Cacuso, na abertura do seminário sobre  “A importância do Plano de Negócio para o Sucesso do Investimento”, realçou que para o alcance daquela produção torna-se imperioso o restrito cumprimento de regras e procedimentos relativos à exploração da terra. O potencial produtivo do Pólo Agro-industrial de Capanda, disse, é bastante elevado, com uma capacidade de 293 mil hectares de terras aráveis disponíveis, que permitem o desenvolvimento agro-pastoril e agro-industrial.
Com a utilização de tecnologias modernas disponíveis para a agricultura em climas tropicais e com a adopção de boas práticas agrícolas, continuou, “este potencial de produção pode ser alcançado, sem qualquer constrangimento”, realçou.
Este posicionamento fundamenta-se na observância dos factos que se registam um pouco por todo o país, onde, à semelhança do que ocorre no Pólo Agro-industrial de Capanda (PAC), várias terras são concedidas sem qualquer aproveitamento produtivo, e por isso, afirmou, existe a enorme necessidade do aproveitamento equilibrado das terras existentes.
No caso do PAC, revelou Carlos Fernandes, a área bruta considerada reserva do Estado consignada por lei é de 411 mil hectares, dos quais cerca de 109 mil estão destinados à reserva ambiental e dois mil destinados à ocupação humana.
 Em termos de ocupação do território que contempla o Pólo Agro-industrial de Capanda, acrescentou, existiam cerca de 144 concessões, das quais cinco empresas âncoras que ocupam 130 mil hectares. 
Carlos Fernandes lembrou que o Pólo é uma área limitada, reservada para o Estado, onde estão em curso avultados investimentos públicos, para atrair e incentivar os investimentos privados no agronegócio.  
O vice-governador de Malanje para o sector Técnico e Infra-estrutura, Gabriel Pontes, ressaltou a importância da realização do seminário, como um encontro que vai permitir catapultar o investimento em agronegócio.
Gabriel Pontes apelou aos empresários a fazerem o estudo de viabilidade económica, como instrumento que permite aos investidores a obtenção de resultados palpáveis daquilo que se quer investir.

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