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Profissionais devem respeitar a ética

Francisco Curihingana | Malange

A directora provincial da Saúde de Malange, Lazina N’futi, apelou na quarta-feira, na cidade de Malange, os médicos, enfermeiros e demais trabalhadores do sector a observarem com rigor a ética e o código deontológico, com vista a prestarem um atendimento condigno à população.

Um dos desafios do Governo Provincial tem a ver com a criação de mecanismos que facilitem o acesso aos serviços médicos através da extensão da cobertura da rede sanitária
Fotografia: Eduardo Cunha|Malange

Ao falar em torno do Dia Nacional do Trabalhador da Saúde, celebrado quarta-feira, a responsável da saúde disse que o atendimento humanizado da população deve prevalecer nos hospitais, centros e postos médicos, por ser um dos pressupostos para a melhoria da prestação de serviços. Lazina N’futi referiu que um dos desafios do Governo Provincial de Malange tem a ver com a criação de mecanismos que facilitem o acesso aos serviços médicos, por meio da extensão da cobertura da rede sanitária da região.
Neste capítulo, o director clínico do Hospital Geral de Malange, Jacob N’lenvo, considerou que os técnicos daquela unidade clínica têm melhorado cada vez mais o atendimento aos pacientes, na busca da huminização dos sertviços.
O responsável da saúde disse que, apesar de existir ainda alguma carência de pessoal, os quadros do hospital têm demonstrado profissionalismo, também fruto das acções formativas contínuas que beneficiam. Como resultado desta aposta da direcção do hospital, o director clínico disse que se regista uma redução significativa da mortalidade hospitalar, comparativamente ao primeiro trimestre de 2012, onde foram registados 5,2 por cento de mortes contra os 3,2 por cento do presente ano.
Jacob N’lenvo assinalou outra melhoria que o Hospital Geral de Malange conheceu, nos últimos tempos, que tem a ver com o apetrechamento da unidade  sanitária dos cuidados intensivos,  um serviço importante na recuperação dos casos graves.
No passado, acrescentou, o hosiptal não tinha nenhum monitor. Actualmente possui 20 funcionais, o que permitiu o aumento de nove para 13 camas, assim como tinha apenas um ventilador mecânico, o que também se alterou. O director clíncico referiu que os monitores foram apetrechados até ao nível dos bancos de urgências, uma vez que “quando não há espaço nos cuidados intensivos, os doentes graves são reanimados naquelas áreas”.
O problema da falta de anestesia dentária, que se vivia a nível do hospital de Malange foi resolvido com a chegada de Luanda do referido produto à província, assegurou o responsável.
Na cerimónia do Dia do Trabalhador da Saúde, uma homenagem ao médico Américo Boavida, foram entregues aos funcionários destacados bens, como fogões, arcas, geleiras, além de certificados e diplomas de mérito.

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