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''Projecto Vem Comigo'' dá prioridade ao comércio

Venâncio Victor| Malanje

O ''Projecto Vem comigo'', desenvolvido pela Associação Nacional dos Deficientes de Angola, em Malanje, vai estar dirigido à actividade de comércio informal, para facilitar a reinserção social das pessoas com deficiência.

A Direcção Provincial do Ministério da Família entregou cadeiras de rodas para minimizar os problemas de locomoção
Fotografia: João Gomes

O director provincial da Associação Nacional dos Deficientes de Angola, José Bernardo, disse que o comércio precário vai beneficiar 16 mulheres deficientes, de forma a contribuir para a melhoria das suas condições de vida.
José Bernardo admitiu que a segunda fase do projecto, que tinha a ver com a actividade de moto-táxi, não alcançou o sucesso esperado. O director provincial da associação destacou o cultivo de 24 hectares de produtos, como mandioca e feijão, na comuna do Lombe, onde estão envolvidos mais de 200 sócios, dos quais 175 homens.
José Bernardo apontou a entrega de 40 cadeiras de rodas, 20 triciclos manuais, 60 canadianas, dez muletas, por iniciativa da direcção nacional da Associação dos Deficientes de Angola.Além disso, para minimizar os problemas de locomoção, a Direcção Provincial do Ministério da Família e Promoção da Mulher entregou igualmente, durante o ano passado, dez cadeiras de rodas, ferramentas profissionais para sapataria e alfaiataria a cinco deficientes. Actividade agrícolaOs deficientes receberam ainda de uma moagem, um tractor ligeiro e as alfaias, para o aumento das áreas de cultivo e da produção agrícola.
José Bernardo salientou que a Associação Nacional dos Deficientes de Angola pretende dinamizar a actividade agrícola na região do Songo, particularmente no município de Cambundi Catembo, onde há muitos deficientes.
O director da Associação Nacional dos Deficientes de Angola em Malanje destacou a reabilitação e a colocação de próteses a 12 deficientes, que tinham sido amputados nos Centros de Reabilitação Física do Bié e Negage.
Os portadores de deficiência da Associação Nacional dos Deficientes de Angola frequentaram aulas de informática, inglês, carpintaria, marcenaria, electricidade, corte e costura, para permitir uma melhor integração na sociedade.
Agricultura é prioridade
José Bernardo disse que a Associação Nacional dos Deficientes de Angola definiu como prioridades, para este ano, a continuação do desenvolvimento da actividade agrícola, formação técnicoprofissional e combate ao analfabetismo entre os deficientes. 
Além disso, acrescentou, a instituição vai levar a cabo o processo de registo, para identificar o número de deficientes existentes nos municípios e garantir um melhor controlo.
Para erradicar o analfabetismo, José Bernardo referiu que a Direcção Provincial da Educação criou duas salas de aulas para o ensino especial, com destaque para a que está enquadrada na escola do primeiro nível nº 87, na cidade de Malanje. A Associação Nacional dos Deficientes de Angola regista 1.600 deficientes na província de Malanje. Além dos deficientes, a associação incorpora ainda pessoas órfãs de guerra e viúvas de antigos militares.

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