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Protecção Civil em Malanje entrega chapas a sinistrados

 A comissão provincial de Protecção Civil de Malanje vai distribuir a partir de amanhã um total de 9.165 chapas de zinco para as 611 famílias sinistradas pelas chuvas que se fizeram sentir nos últimos dias.

Bombeiros prontos para intervenções
Fotografia: Paulo Mulaza

Uma nota chegada à Angop refere que a ajuda da comissão vai abranger um total de 3.666 pessoas, que ficaram sem casa devido às fortes chuvas que caíram entre 20 de Setembro e 1 de Outubro, nos municípios de Malanje, Cambundi Catembo, Cangandala, Caculama e Quiuaba Nzonji.
A comissão refere que vai precisar de se reforçar com mais meios logísticos, como víveres, vestuário, utensílios de cozinha, tendas, cobertores e chapas de zinco, para acudir eventuais sinistros, uma vez que os dados do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet) indicam que podem cair em Malanje, nos próximos dias, mais chuvas em quantidade acima do normal.

Benguela preparada

Em Benguela, a comissão provincial de Protecção Civil e de Catástrofes Naturais está preparada com géneros alimentares, medicamentos e outros equipamentos, para socorrer eventuais vítimas das cheias durante a época chuvosa, garantiu ontem a sua coordenadora.
Marinela Sendala, que também é directora provincial da Assistência e Reinserção Social, disse que a comissão tem reunidas as condições materiais e humanas, para atender a população, em caso de sinistros, ou de outras situações que possam surgir em consequência da intensificação das chuvas.  A coordenadora referiu que a comissão multissectorial pode, a qualquer altura, entrar em funcionamento, pois dispõem de quantidades não reveladas de alimentos, como farinha de milho, peixe seco, arroz, óleo alimentar, produtos para higiene pessoal, cobertores, tendas e medicamentos essenciais.
O comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros de Benguela, Horácio da Silva, disse que o Governo Provincial tem realizado, nos últimos anos, obras para o controlo das cheias, com destaque para a colocação de diques de defesa contra inundações na Praia da Restinga (Lobito) e no Rio Curinje (cidade de Benguela), assim como efectua o desassoreamento dos rios Catumbela, Cavaco e Coporolo, cujos trabalhos estão em fase de conclusão. Os desastres naturais são imprevisíveis, salientou, daí defender que a prevenção seja a melhor solução. Por isso, assegurou que o efectivo da corporação está preparado para socorrer os sinistrados, em caso de fortes chuvas ou ocorrências de alagamentos, deslizamentos de terra, entre outras situações.

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