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Província de Malange conta em breve com novos centros de aconselhamento

Luísa Victoriano | Malange

A directora provincial de Malange da Família e Promoção da Mulher, Antónia Maiato, garantiu segunda-feira que a instituição vai trabalhar na criação de dois novos centros de aconselhamento familiar, ainda este ano.

Mulheres continuam a ser sensibilizadas no sentido de denunciarem os actos de violência
Fotografia: Mota Ambrósio

A directora provincial de Malange da Família e Promoção da Mulher, Antónia Maiato, garantiu segunda-feira que a instituição vai trabalhar na criação de dois novos centros de aconselhamento familiar, ainda este ano.
Em declarações ao Jornal de Angola, a responsável garantiu que os centros vão funcionar nos arredores da cidade, visando descongestionar o único em funcionamento e fazer com que as vítimas da violência doméstica possam denunciar com facilidade os casos de que são alvo.Muitas vítimas de violência doméstica desconhecem o único centro de aconselhamento instalado na Direcção Provincial de Malange da Família e Promoção da Mulher.
Antónia Maiato disse que a existência de um único centro de aconselhamento na província faz com que muitos casos que ocorrem na periferia passem despercebidos.
A responsável máxima do Ministério da Família e Promoção da Mulher (MINFAMU) em Malange disse ainda que para a edificação dos referidos centros, a instituição vai trabalhar em parceria com o Ministério Público.
Antónia Maiato manifestou a intenção do seu pelouro em promover acções de refrescamento aos conselheiros, para o êxito do projecto.
Quanto à Lei sobre Violência Doméstica, que foi aprovada recentemente, a directora provincial da Família e Promoção da Mulher destacou a importância desta e afirmou que o documento vem dar resposta aos casos que têm afligido as famílias angolanas.
Acrescentou que a aprovação desta lei representa uma mais-valia, particularmente para as mulheres, na medida em que vai permitir inverter o comportamento dos cidadãos, assim como regular o procedimento dos agressores. Por outro lado, a vice-governadora de Malange para o Sector Político e Social disse que as mulheres angolanas desempenharam um papel fundamental na luta de libertação nacional e pretendem afirmar-se, a nível do continente africano, como uma organização feminina forte.

Empenho das mulheres na luta de libertação

Alice Van-Dúnem, que falava no acto provincial das comemorações do Dia da Mulher Africana, assinalado domingo, no município de Cacuso, disse que a união entre as mulheres africanas contribuiu para a tomada de consciência e de decisões rumo à conquista dos direitos políticos, económicos sociais e culturais.
“A luta pela defesa dos direitos das mulheres já produziu efeitos positivos e hoje é visível a sua participação nos mais variados sectores da vida socio-económica”, disse.A vice-governadora, Alice Van-Dúnem, defendeu, por outro lado, a necessidade de se prestar uma maior atenção às mulheres, sobretudo as mais vulneráveis, as portadoras do VIH-SIDA e as vítimas de violência doméstica.
A aprovação do diploma que penaliza esta prática, acrescentou, veio ajudar a disciplinar e regular os comportamentos menos dignos no convívio familiar.
 O Dia da Mulher Africana foi instituído em 1962, em Dala Samba, Tanzânia, durante uma conferência de mulheres que contou com a participação de 14 países e oito movimentos de libertação nacional. Em Malange, a data foi marcada por uma marcha de mulheres dos mais variados segmentos da sociedade, a exibição da cultura da terra e da culinária da região de Cacuso.

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