Províncias

Pungo Andongo garante auto-suficiência

Francisco Curihingana|

A fazenda Pungo Andongo, localizada na comuna do Pungo Andongo, município de Cacuso, existe desde Julho de 2006. É um projecto da Gesterra (Gestão de Terras Aráveis), que tem como objecto social a constituição de reservas do Estado e de programas agro-industriais e pecuários.

Fazenda Pungo Andongo tem previsto o cultivo de 3.000 hectares de milho
Fotografia: Dombele Bernardo

        
            
A fazenda Pungo Andongo, localizada na comuna do Pungo Andongo, município de Cacuso, existe desde Julho de 2006. É um projecto da Gesterra (Gestão de Terras Aráveis), que tem como objecto social a constituição de reservas do Estado e de programas agro-industriais e pecuários.
Está vocacionada a produzir e garantir o acesso a bens alimentares nacionais competitivos e promover o desenvolvimento rural e agro-industrial de Angola.
A garantia da segurança e auto-suficiência alimentares do país, produção de alimentos em grande escala, bem como ajudar a melhorar as condições de vida das populações constam também dos objectivos desta fazenda.
Para além disso, a fazenda Pungo Andongo estende a sua acção na exportação de cereais e excedentes para o mercado internacional, bem assim como na capacitação dos produtores rurais com técnicas modernas de produção.
Ocupa uma área total de 33 mil hectares, dos quais 5.000  hectares constituem a reserva ecológica. A fazenda tem três objectivos fundamentais: a produção de alimentos, a formação de profissionais e o desenvolvimento tecnológico.
No que se refere a formação de profissionais, está a ajudar a melhorar as condições sociais da população rural e está a ajudar a criar empregos ao nível das comunidades.
No capítulo do desenvolvimento tecnológico, visa a exportação da produção excedente para o mercado internacional, caso exista, e também a capacitação dos produtores rurais com técnicas modernas de produção.
 
Época agrícola 2011/2012
 
O director-geral da Fazenda Pungo Andongo, Abel Sousa, disse que na presente campanha agrícola, ou seja, na época 2011/2012, pretende-se cultivar 3.000 hectares de milho, 100 de soja e outros 50 de feijão.
Na primeira época da campanha agrícola, foram feitos já 1.550 hectares de milho, isto de Setembro a Dezembro, o que corresponde a 130 por cento, tendo em conta o trabalho realizado na campanha agrícola precedente, onde foram feitos 1.300 hectares.
“Nesta primeira época fizemos 1.500 hectares, quer dizer, já superamos a campanha agrícola 2010/2011. Para a segunda época, nós prevemos fazer igual número”, disse.
A segunda época, que conheceu o seu arranque durante a segunda quinzena do mês de Janeiro, prevê fazer igual número. Ou seja, 1.500 hectares de milho.
“Temos um total de 3.000 hectares, o que está previsto para a campanha. Também iniciamos já a cultura de soja, são 100 hectares e 50 de feijão. Portanto, esta é a estimativa e estamos a trabalhar nesse sentido para ver se cumprimos de facto com o plano superiormente estabelecido”, disse Abel de Sousa.
 
Necessidades da fazenda
 
“Nós vamos apontar como necessidades urgentes, para a fazenda, a falta de aportes e recursos para a campanha agrícola 2011/12. Isto quer dizer que todos os recursos que nós pretendíamos, para o cumprimento das metas estabelecidas, nem todos foram alocados”. Foi nestes termos que começou por caracterizar Abel de Sousa, quando o abordamos sobre o quadro de necessidades daquele grande projecto.
Outra necessidade a que se referiu, tem a ver com a ampliação da fábrica de moagem de milho para fabricação de fuba. Neste momento, prosseguiu, “está em curso a montagem das duas novas unidades de transformação de milho para a produção de fuba”.
A redução dos custos de produção, especialmente os de geração de energia através da instalação da rede da subestação elevatória de Kapanda, para alimentar a parte industrial e de armazenagem da fazenda, numa extensão de 14 quilómetros, é outro desafio.
Neste momento a fazenda continua a ser alimentada por grupos geradores, o que faz com que os custos de produção sejam mais elevados do que se pretendia.
“Com a instalação da rede de energia a partir de Kapanda, os custos vão diminuir. Felizmente, o governo já financiou a instalação desta rede. Está em curso o trabalho e pensamos que, se tudo correr bem, até finais deste primeiro trimestre de 2012 teremos energia aqui na fazenda”, disse o responsável.
Abel de Sousa disse, por outro lado, que a se materializar tal projecto a acção da fazenda Pungo Andongo pode expandir-se para uma fábrica de rações”.
A aquisição de equipamentos para a colheita de milho, a adequação da estrutura de máquinas às necessidades da campanha e a reposição do parque de máquinas constam, por seu turno, das necessidades da direcção da fazenda.
 A outra necessidade apontada por Abel de Sousa tem a ver com a aquisição de equipamentos para a colheita de milho. “Vamos ter a necessidade de adquirir novos equipamentos para a colheita de milho em tempo útil.
Se não acontecer, vamos nos confrontar com muita dificuldade na colheita desse produto. A implementação da Fazenda Pungo Andongo teve o seu início em Julho de 2006, na campanha agrícola 2006/07, tendo alcançado na sua ­­­produção inicial 500 hectares.

 

Cronologia da produção

 De acordo com o director-geral da fazenda, Abel Martins de Sousa, nos primeiros anos, a fazenda conheceu um aumento significativo das áreas cultivadas, tendo concretizado na campanha agrícola 2006/2007, 500 hectares de milho.
Na campanha 2007/2008, a área subiu para 2.458 hectares, na de 2008/2009, foram 4.142, 5 de culturas diversas, como  milho, soja, feijão e arroz, que pela primeira vez ocorreu na história da fazenda.
“Na campanha agrícola 2009/2010, houve um decréscimo para 1076.2 hectares, devido a crise financeira que afectou o mundo. Aqui as coisas não fugiram à regra e devido a crise tivemos algumas limitações no que diz respeito ao fornecimento de “inputs” agrícolas, incluindo sementes, fertilizantes”, recordou.
De acordo com Abel de Sousa, isso fez com que a área reduzisse. Por esse facto, acrescentou, de lá a esta parte a tendência é subir e em consequência nos próximos a fazenda há-de retomar os níveis desejados, como assegurou. Na campanha 2010/2011, lembrou ainda, a cifra subiu ligeiramente para 1.330 hectares, sendo 1.100 de milho e 230 de feijão.

Tempo

Multimédia