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Ravinas ameaçam circulação rodoviária

Venâncio Victor|Malange

A progressão de uma ravina de grandes proporções na comuna de Dumba Cabango, município de Cambundi-Catembo, a 185 quilómetros da sede provincial de Malanje, ameaça interditar a circulação rodoviária nos vizinhos municípios do Luquembo e Quirima, todos da  região Songo.

Ravina de grandes proprções ameaça a circulação rodoviária na área de Cambundi-Catembo
Fotografia: Paulo Mulaza

De acordo com o vice-governador de Malanje para o sector Técnico e Infraestruturas, Gabriel Pontes, que efectuou recentemente uma visita de trabalho de três dias ao município de Cambundi-Catembo,  o problema vai ser resolvido em breve, através do Instituto de Estradas de Angola (INEA).
Na comuna de Quitapa, que fica 285 quilómetros a Oeste da cidade de Malange, Gabriel Pontes manifestou-se preocupado com as péssimas condições do troço que dá acesso à  sede municipal de Cambundi-Catembo, numa extensão   de 100 quilómetros, que são percorridos em cinco horas.
O vice-governador anunciou que as obras de reabilitação do troço que liga a sede municipal de Cambundi-Catembo e Quitapa estão em curso.
Gabriel Pontes manifestou-se também preocupado com as péssimas condições de vida da população de Quitapa, onde falta quase tudo, desde professores e escolas a água potável e postos médicos.
 O vice-governador da província para o Sector Técnico disse que é preciso trabalhar mais e rápido devolver a dignidade dos habitantes de Quitapa, defendendo a necessidade de serem direcionadas mais investimentos para o município, no quadro do orçamento da província para este ano.
Na comuna de Quitapa mais de 800 crianças em idade escolar estão fora do sistema de ensino, por falta de professores e salas de aulas. No sector da Saúde, contam-se apenas dois promotores em regime de contrato para garantir assistência médica e medicamentosa às populações em estruturas provisorias, disse o administrador comunal adjunto, Ernesto Mangumbo.
O responsável lamentou a falta de escoamento dos produtos do campo, porque os automobilistas se recusam a frequentar a via por ser muito acidentada.
O problema da via de acesso faz também com que os empreiteiros encontrem dificuldades para executar obras sociais na comuna, que conta com uma população estimada em 2.545 habitantes, maioritariamente camponeses.

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