Províncias

Recolha do lixo chega a zonas periféricas

Venâncio Victor | Malange

A limpeza urbana na cidade de Malange chegou, no início deste mês, aos bairros periféricos de Ritondo, Carreira de Tiro, Canâmbua e Maxinde, numa iniciativa da administração municipal.

Malange começa a estar mais limpa
Fotografia: Genivaldo da Fonseca

O responsável pela área de saneamento da Administração Municipal de Malange, Paulo António, disse no sábado que a medida vai permitir a remoção dos focos de lixo doméstico, carcaças de viaturas e outros utensílios, que contribuem para a degradação da imagem da cidade.
Paulo António salientou que a administração tem pedido constantemente aos munícipes para colaborarem na limpeza da cidade e evitarem pôr lixo em locais impróprios. “O embelezamento da cidade não é exclusivo da administração, mas de todos”, recordou.
A extensão da actividade das operadoras para a periferia da cidade vai abranger igualmente o combate ao capim de determinadas áreas do município sede, que acumulam águas residuais e vários insectos, com destaque para os mosquitos.
O saneamento básico da cidade, que conheceu ultimamente melhorias significativas, é feito pela administração, em parceria com uma única empresa privada. O serviço de limpeza da cidade de Malange é garantido por 96 funcionários, entre as 7h00 e as 14h00 e Paulo António pediu aos adultos de certas famílias para deixarem de mandar as crianças depositar o lixo, uma vez que elas costumam deixá-lo fora dos contentores.
“Se os adultos forem deitar o lixo, estamos a evitar que os menores sujem mais e que sejam atropelados, se tivermos em conta que atravessam as ruas de forma desregrada”, alertou.
A Administração Municipal de Malange vai desalojar os vendedores do mercado do Ritondo, para permitir o avanço das obras de terraplanagem do troço entre o referido bairro e o centro da cidade, que se encontra em estado avançado de degradação.
 
Limpeza hospitalar


A empresa Mossapa, que limpa as unidades hospitalares da cidade de Malange, está a apostar cada vez mais na melhoria da qualidade dos serviços, com vista a garantir um ambiente sadio a técnicos e pacientes.
A directora da instituição disse que a estratégia passa pela formação permanente dos agentes de limpeza, para que possam melhorar a sua actividade. Anita Paulo lamentou a falta de elementos com qualificações na área da limpeza hospitalar, razão pela qual a empresa está a apostar na formação do seu pessoal.
Além de limpar os hospitais geral de Malange e municipal, no bairro da Carreira de Tiro, a empresa opera ainda nas estações do Caminho-de-Ferro de Luanda, cujo trabalho é desenvolvido por 150 funcionários.
Quanto aos mecanismos de tratamento do lixo hospitalar, destacou a realização de trabalhos de aterro sanitário, cujo contrato ainda não foi celebrado com a direcção do Hospital Geral de Malange.

Tempo

Multimédia