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Recomendada educação ambiental nas escolas da província de Malange

Venâncio Victor| Malange

O envolvimento das instituições de ensino na protecção e promoção de acções de educação ambiental foi uma das recomendações de um seminário regional sobre a definição da  Estratégia Nacional de Povoamento e repovoamento florestal, que encerrou na sexta-feira, em Malange.

O envolvimento das instituições de ensino na protecção e promoção de acções de educação ambiental foi uma das recomendações de um seminário regional sobre a definição da  Estratégia Nacional de Povoamento e repovoamento florestal, que encerrou na sexta-feira, em Malange.
Organizado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Florestal (IDEF), em parceria com a Acção Para o  Desenvolvimento Rural e ambiente (ADRA), o seminário inseriu-se no quadro de políticas do governo atinentes à protecção dos recursos florestais, da fauna selvagem e das  áreas de conservação, como é o caso dos parques nacionais e reservas integrais.
Os participantes recomendaram, igualmente, uma maior divulgação, pelos dos órgãos de Comunicação Social, da política e da estratégia  nacional de povoamento e repovoamento florestal, com vista à  promoção e educação ambiental dos cidadãos. Concluíram ainda que o quadro legislativo sobre o sector florestal no país regista um desajustamento em relação à realidade socioeconómica e política actual, uma vez que grande parte dos instrumentos jurídicos em vigor ainda são da época colonial.
Os participantes consideraram que os incentivos financeiros constituem um importante factor para o envolvimento do sector empresarial e comunitário, proporcionando benefícios para a economia nacional e a sociedade.
Na sessão de encerramento, o director-geral do Instituto Nacional de Desenvolvimento Florestal (IDEF), Tomás Pedro Caetano, reconheceu que o sector que dirige se debate com algumas debilidades que se prendem com o diminuto número de técnicos e um quadro legal desajustado. Por outro lado, apontou o fabrico do carvão, as queimadas anárquicas, a exploração da madeira e a caça furtiva como alguns exemplos dos danos ambientais que contribuem para a degradação do património florestal.
A acção de formação decorreu durante dois dias, no Centro de Investigação Agronómicas de Malange (CITTER), e contou a participação de 68 individualidades, entre directores provinciais, empresários, funcionários públicos, autoridades tradições e Organizações Não-Governamentais sedeadas em Malange.

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