Províncias

Reconstrução a todo vapor

Manuel Feio | *

O trabalho que o estimado leitor tem hoje em mãos constitui mais um dos inúmeros exemplos do esforço de reconstrução em curso em todo o país, cujos resultados, embora ainda longe da satisfação plena, porque ainda longo é o caminho a percorrer, são visíveis.

O trabalho que o estimado leitor tem hoje em mãos constitui mais um dos inúmeros exemplos do esforço de reconstrução em curso em todo o país, cujos resultados, embora ainda longe da satisfação plena, porque ainda longo é o caminho a percorrer, são visíveis.
Reconstruir um país após décadas de conflito é um desafio extenuante. Mobilizam-se os financiamentos, os recursos humanos e materiais e, por fim, põe-se a “máquina” a funcionar. E à medida que os resultados vão aparecendo, aumenta também a crença de que valeu a pena o sacrifício de anos de trabalho a fio, planeando, juntando os retalhos, remendando aqui e acolá. A população angolana tem consciência disso. Por isso, aplaude o esforço que está a ser desenvolvido pelo Executivo.
Em MalanJe não é diferente. Se dúvidas existissem, em relação aos frutos colhidos em tempo de reconstrução económica e social, podem agora ser dissipadas. Em dez anos de paz inverteu-se o quadro que a província herdou do período pós-conflito. A começar pela desminagem, sem a qual o desenvolvimento de outras áreas da vida económica e social de Malange seria tão somente um sonho, passando pela reabilitação das vias, que tornou a circulação viável em toda a província, o projecto de requalificação urbana, como a dos bairros do Campo de Aviação e do Cangambo, as novas centralidades, o acesso aos cuidados primários de saúde, com a construção de hospitais e centros médicos na periferia, o aumento do número de salas de aula e consequente ingresso de mais alunos no ensino…
Em toda a província, começa também a ser visível a mudança de rosto em relação ao combate à fome e à pobreza, com a execução de vários programas que têm como objectivo a melhoria das condições de vida, como o projecto “Água para todos”, que aumenta o acesso da população à água potável.
Tudo isso acontece num clima favorável ao investimento. Neste particular, o governador Boaventura Cardoso considera-se um homem “satisfeito”.
São estes os ventos que sopram nas terras da Palanca Negra Gigante, considerada a capital do turismo em Angola, não fosse ela visitada com frequência por turistas nacionais e estrangeiros que ali aportam diariamente quer por via terrestre, aérea ou ferroviária. E a conclusão é óbvia: pedra sobre pedra a reconstrução avança.
* Director Executivo

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