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Registo dos nomes feito sem barreiras

Osvaldo Ferraz |

As dificuldades que os técnicos da Justiça e dos Direitos Humanos enfrentam para registar os nomes dos cidadãos que chegam às conservatórias de Malanje podem chegar ao fim, com a elaboração da lista onomástica, disse ontem o delegado provincial em exercício do sector.

Decorre trabalho para se conhecer o significado dos nomes
Fotografia: Eduardo Cunha | edições novembro

Nelson Lages disse que uma equipa de pesquisadores está a realizar um trabalho de pesquisa de antropónimos nacionais para a elaboração da lista onomástica.
Para isso, membros do Governo Provincial, da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas e investigadores nacionais estão reunidos, em Malanje, para traçarem mecanismos que visam investigar os antropónimos, no sentido de  compreender os significados dos nomes e explicar a sua origem, evolução e variação. Com este trabalho de pesquisa, o delegado provincial em exercício da Justiça acredita que os problemas ligados ao registo, que é um dos grandes objectivos do encontro, ficam diminuídos.
João Pacheco Lages disse que depois de feitas as investigações dos antropónimos, podem conhecer-se igualmente os hábitos e costumes de cada povo, em função do lugar de origem dos mesmos. Considerou que os nomes representam a identificação de uma pessoa, olhando para a dimensão muito mais abrangente do ponto de vista antropológico, social e cultural.
O delegado da Justiça em exercício realçou ser preocupação do ministério de tutela a questão dos nomes, daí realizar o processo de pesquisa dos mesmos.

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