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Registo é rápido nas zonas rurais

Venâncio Victor| Malange

Os habitantes das zonas rurais de Malange podem agora mais facilmente fazer o registo civil que lhes permite obter facilmente o Bilhete de Identidade.

Projecto permite que mais de 60 por cento da população de zonas rurais da província de Malange tenha Bilhete de Identidade
Fotografia: Eduardo Pedro

Os habitantes das zonas rurais de Malange podem agora mais facilmente fazer o registo civil que lhes permite obter facilmente o Bilhete de Identidade.
O vice-governador de Malange para a esfera económica, António da Silva, coordenador do Projecto de Registo Civil Comunitário (PRCC), que faz parte do programa de combate à pobreza, disse que o objectivo é abranger o maior número possível de pessoas, principalmente crianças, e que vão ser privilegiadas as zonas de mais difícil acesso.
Devido à iniciativa realizou-se em Malange uma acção de formação, de três dias, sobre registo civil, ministrado pela direcção provincial da Justiça, destinado a brigadistas que colaboraram no processo de  registo eleitoral.
Acção de formação, que teve a duração de três dias, foi frequentada por 70 brigadistas que operaram nas zonas rurais.
O director provincial da Justiça revelou que os 70 brigadistas vão ser divididos por em 14 brigadas e que cada uma delas se destina a um dos municípios da província.
Vitorino Domingos referiu que “não se trata de uma campanha de registo civil gratuito e que os cidadãos interessados têm de pagar alguns emolumentos”.
O governador Boaventura Cardoso declarou, no encerramento da acção de formação, que com este projecto se pretende registar, no mínimo, 60 por cento da população rural da província. A intenção do Executivo, disse, é garantir que todo o cidadão nacional, incluindo o que vive no meio rural, tenha acesso aos serviços de registo civil. O PRCC, promovido no âmbito do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, é realizado em colaboração com o Ministério da Justiça.

Escola agro-alimentar


Futuros docentes da Escola Superior de Tecnologia Agro-alimentar de Malange (ESTAM), que se encontram a realizar uma pós graduação de mestrado, estão a fazer um estágio de especialização em França, na Montpellier Supagro, escola de renome no sector agro-alimentar. A ida dos estudantes para França decorre no âmbito do projecto Angosup, incrementado pela cooperação francesa em Angola, em parceria com o Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia.
Segundo Júlia Genève, coordenadora adjunta do projecto Angosup, que avançou a informação ontem, à Angop, em Luanda, a estadia tem duração de duas semanas, sendo que os técnicos estão a aprender técnicas de manejo dos equipamentos pilotos agro-alimentares e de utilização do material e dos métodos de laboratório de análise dos alimentos.
“O programa inclui ainda visitas a diversas empresas, para que os formandos tenham uma visão global do sector e se prepararem melhor para ensinar os futuros estudantes da carreira de técnicos superiores agro-alimentares”, disse.
O programa da ESTAM permite trazer conhecimentos sobre a gama de produtos, as suas propriedades, as suas qualidades nutritivas, as tecnologias de transformação e de conservação, a par das regras de higiene e de segurança.
“O titulares deste diploma vão ser especialistas na organização de produção – do fabrico ao acondicionamento – capazes de gerir uma oficina, de planificar a sua produção e de repartir as tarefas no seio de uma equipa, de controlar os equipamentos e a qualidade nas diferentes fases de fabrico”, reforçou.
O projecto Angosup visa contribuir para o desenvolvimento e a estruturação das formações tecnológicas no sector do ensino superior público em Angola. A componente dois deste projecto é, principalmente, orientada para o apoio à concepção da Escola Superior de Tecnologia Agro-alimentar de Malange (ESTAM), que abre as suas portas em Março de 2013.

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