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Roubo de cabras pelo "Cassule"

Sérgio V. Dias|

“É de pequeno que se torce o pepino”. Assim atesta o velho adágio popular para justificar o facto de que o mal tem de ser cortado logo pela raiz.

Sobas de Cangandala encaminharam o ladrão das cabras às autoridades judiciais
Fotografia: Mota Ambrósio

                                         
 
“É de pequeno que se torce o pepino”. Assim atesta o velho adágio popular para justificar o facto de que o mal tem de ser cortado logo pela raiz.
Essa observação serve para repudiar a acção de um jovem que deambula pelas bandas de Cangandala, que de forma inescrupulosa se apropriara de 13 cabras que os sobas de uma povoação do município obtiveram de uma doação do Executivo de Malanje.
O “cassule”, como nos contou o soba  Mucumbi Maúbe, de seu nome verdadeiro Filipe Graça Catenda, sem pena, nem agravo, apoderou-se destas, sem se preocupar sequer com o mal que criara à povoação e às autoridades tradicionais.
Não se fazendo rogado, o administrador executivo da Edições Novembro, José Alberto Domingos, actuou como medianeiro do diálogo. Acompanhado na altura pela equipa de repórteres do Jornal de Angola, o responsável ouviu atentamente a preocupação trazida ao de cima pela autoridade tradicional. No seu depoimento, o soba Mucumbi Maúbe estava ladeado pelo seu homólogo Quimbamba, Manassas Utende, de seu nome verdadeiro. Quer Mucumbi Maúbe, quer Manassas Utende, que estava igualmente acompanhado pelo seu adjunto que atende pelo nome de João Monteiro Ngombe, demonstravam um semblante carregado de tristeza e indignação pelo roubo de que foram alvo.
Mas com ar triunfal, os mesmos manifestaram satisfação por levar o dito “Cassule” às autoridades competentes de Cangandala para que se fizesse a devida justiça. E, assim de facto aconteceu, como disse o administrador Joaquim Gomes, que assegurara, por outro lado, que “as cabras roubadas serão devolvidas”.
No final da história, testemunhada pela nossa equipa de reportagem, os sobas pediram ao fotógrafo Mota Ambrósio que os “flagrasse” e que, para esse efeito, já tinham as pilhas para escutar a reportagem, como se se tratasse de uma cobertura radiofónica.
“Estamos aqui, pode tirar as fotos que já temos as pilhas. Vamos estar atentos para ouvir na rádio”, disseram em uníssono, ante o olhar de cumplicidade dos integrantes da nossa equipa de reportagem. Enfim, são coisas do dia-a-dia e que acontecem um pouco pelas nossas comunidades!…

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